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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Melão-de-São-Caetano

Muita gente que passar por terrenos baldios e matagais já deve ter visto essa plantinha que se alastra naturalmente, mas poucos sabem reconhecer sua importância e utilidades. O melão-de-são-caetano é uma planta do gênero botânico Momordica, pertencente à família Cucurbitaceae. É muito conhecido como "melãozinho".

De origem asiática, foi trazido da África pelos escravos. Esse cipó é muito comum em cercas e entulhos de terrenos abandonados. Seu fruto cor de ouro com espinhos moles na superfície se abre espontaneamente em 3 partes, quando maduro mostra suas sementes vermelhas comestíveis de grande beleza e paladar suave, muito apreciado pelas crianças.

A infusão dos frutos maduros é boa para curar hemorróidas. As folhas desta planta eram usadas pelas lavadeiras para clarear a roupa. Os escravos usavam o seu chá em banhos que facilitavam o parto e baixava febres.

No Brasil, os frutos são consumidos principalmente pela comunidade nipo-brasileira. São colhidos e vendidos verdes em feiras livres na cidade de São Paulo onde se concentram estas comunidades. Podem ser consumidos também em alguns restaurantes japoneses mais tradicionais.

São popularmente conhecidos entre eles como nigauri, nigagori ou goya, sendo esta última denominação utilizada pelos descendentes provindos da província de Okinawa, onde consome-se muito este fruto. Seu nome Melão-de-são-caetano se deve aos escravos que se estabeleceram na região das minas auríferas e plantaram ao redor de uma capelinha em Mariana. O padroeiro da capela era S. Caetano e os frutos parecidos com melão. Daí o nome Melão de São Caetano.


INDICAÇÃO: Chá de Melão de São Caetano é útil para tratamento de diabetes, diarreia, resolutiva, febrífugo, cólicas abdominais, colite, menstruações difíceis, problemas gástricos, resfriado e reumatismo.

USO EXTERNO: Eczemas, ferimentos, furúnculos, tumores e piolhos.

COMO FAZER: Coloque 2 colheres de sopa de erva para um litro de água, quando a água alcançar fervura, desligue. Tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos. Em seguida, é só coar e beber.

COMO BEBER: Tomar de 2 a 3 xícaras ao dia.

USO MÍSTICO: Regida por Marte. Em tradições afro-brasileiras, essa erva vibra na irradiação de Obaluaiê e também na irradiação de Xangô. Seu poder está ligado ao dinheiro e à proteção. Sua raiz pode substituir a raiz de Mandrágora, por isso o melão-de-são-caetano também é conhecido como mandrágora inglesa. A raiz colocada na entrada da casa protege seus moradores. Numa noite de lua crescente coloque um pedaço da raiz em cima do dinheiro que tiver na carteira. Deixe esta noite no sereno e retire-o antes que o Sol nasça. Coloque o dinheiro na carteira e use normalmente e guarde a raiz para repetir na próxima lua crescente. Faça todo mês e nunca ficará sem dinheiro.

OBS.: Antes de utilizar para finalidades terapêuticas, consulte um fitoterapeuta.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Kalanchoe Tubiflora

Essa é uma plantinha da família das suculentas, bem resistente e de fácil cultivo. Podendo ser encontrada facilmente aqui no Brasil, a Kalanchoe Tubiflora tem, na magia, praticamente os mesmos usos de outras suculentas, ou seja, é um ótimo pára raios energético, filtrando as energias mais ariscas que possam tentar invadir determinado ambiente. Funciona como uma antena viva, captando, filtrando e transformando energias, colaborando assim para promover o equilíbrio energético do ambiente.

*Nomes populares: Cacto-da-abissínia, cacto-japonês, flor-da-abissínia, dinheiro em penca, unha-de-gato (SC), bálsamo alemão, chandelier plant.
*Sinônimos botânicos: Kalanchoe delagoensis
*Família: Crassulaceae
*Espécies assemelhadas: A forma de suas folhas evita que seja confundida com outras espécies.
*Origem: Madagáscar.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Árvores Eróticas

Dizem que tudo depende do ponto de vista, mas depois de ver a seleção de fotos a seguir é bem difícil pensar em uma interpretação que se distancie do erotismo. Reuni diversas fotos, sem montagem, que mostram árvores que cresceram em posições e formas bem eróticas, a natureza também é bem humorada!

















sábado, 2 de abril de 2011

Carros Ecológicos

Para quem gosta dos estilos mais ecológicos de carros, os modelos abaixo são bem recomendáveis. É claro que não saem do lugar, mas também não poluem nada...rs



Pêras que meditam!

O fazendeiro chinês Hao Xianzhang consegue a proeza de cultivar pêras em formato de pequenos budas. O fazendeiro consegue isso utilizando formas de plástico transparete com as quais envolve os frutos em desenvolvimento. A medida que as frutas crescem ganham o formato inusitado. Depois do amadurecimento, Hao Xianzhang vende cada pêra por cerca de sete dólares, um preço bem razoável. Abaixo, algumas fotos das "pêras budistas".





A Magia da Mandrágora

* Nome científico: Mandragora officinarum L.
* Outros nomes: Maçãs-de-maio; maçã-indiana; limão-selvagem; semente-amarela; semente-de-quati; pé-de-pato; raiz-do-diabo; maçã-de-satã; homem-dragão; vela-do-diabo; luz-do-diabo; raiz-de-bruxo; planta-de-circe; anão-terra; pequeno-homem-enforcado.
* Planeta: Mercúrio
* Elemento: Terra
Mandrágoras fêmea e macho: Xilogravura do século XV

A Mandrágora é umas das plantas mais conhecidas por seu uso na magia. Por conta de seu curioso formato e das lendas que a envolvem, a planta já foi retratada na literatura e até no cinema. 


Sabe a Circe? Aquela famosa feiticeira da mitologia grega, pois é, a mandrágora era usada como ingrediente frequente em seus feitiços, poções e filtros de amor. 

No filme "Harry Potter e a Câmara Secreta" as mandrágoras da estufa de herbologia dão um escândalo quando são retiradas do solo pelos alunos de Hogwarts, mas o grito das mandrágoras tem uma explicação folclórica. 
Shakespeare, na sua clássica obra "Romeu e Julieta", fez a seguinte referência a mandrágora: "Gritavam como mandrágoras arrancadas da terra que levavam à loucura os mortais que as ouvissem"
Segundo uma lenda medieval a raiz da mandrágora era como um pequeno homem dormindo dentro da terra e, ao ser retirado de seu descanso, dava um grito tão agudo que era capaz de deixar surdo, enlouquecer e até mesmo levar alguns homens a morte. 

Com base nessa crença, foram sendo criadas várias técnicas para se retirar a mandrágora do solo sem sofrer com o grito da planta. Alguns tapavam os ouvidos, afofavam a terra ao redor da mandrágora, amarravam a planta ao pescoço de um cachorro e faziam com que o mesmo corresse, arrancando a raiz do solo. 


Escritos medievais afirmam que é mais seguro colher mandrágora durante uma sexta-feira à noite, pouco antes do nascer do sol. Depois de ser colhida alguns lavavam a raiz com vinho e a guardavam embrulhada em seda vermelha ou branca. Aos olhos dos caçadores de mandrágora, tanto trabalho para conseguir a raiz valia a pena, pois a planta possuia variados usos, tanto mágicos como medicinais.

Há muitos registros do uso mágico da mandrágora na Europa medieval. Na antiguidade a raiz da mandrágora era considerada calmante e analgésica, mas podia ser tóxica quando usada em grande quantidade, provocando alucinações tão intensas que beiravam a loucura. Também era conhecida  no passado por curar impotência sexual masculina.

A raiz é a parte mais curiosa dessa planta, pois cresce como uma batata, muitas vezes bifurcada, ganhando traços semelhantes ao de um pequeno homem. Por conta do curioso formato humano é que a fama "mágica" das mandrágoras se difundiu rapidamente. Pitágoras se referiu a mandrágora como "antropomorfa". O agrônomo romano Lúcio Columela a definiu como "semi-homem". Na ilustração abaixo, do antigo botânico e autor greco-romano Pedanio Dioscórides Anazarbel podemos ver a mandrágora representada com forma humana.

Mandrágora, de Pedanio Dioscórides Anazarbel


Outro fato curioso em relação as mandrágoras é que elas podem ser classificadas como "macho" e "Fêmea". De acordo com o antigo naturalista romano Plínio ("O Velho"), se diz que uma mandrágora é macho quando as folhas são largas, a raiz é preta por fora e branca por dentro. A raiz da fêmea é toda preta e as raízes são bifurcadas. 

Mantida em determinadas condições de calor e umidade, a raíz grossa e marrom da mandrágora pode liberar alguns gases e vapores, que às vezes eram chamados de "fogo fátuo", pois acreditava-se que era uma espécie de espírito que saía da planta. Na Idade Média as pessoas afirmavam que as mandrágoras cresciam  mais quando eram plantadas sob a forca de assassinos executados. 

No folclore anglo-saxão há registros de que a mandrágora era utilizada para expulsar demônios e também era desidratada por alguns para ser usada como amuleto de proteção. 


Na Alemanha era costume entre os camponesses talhar e cuidar muito bem das raízes de mandrágora, par usá-las em magias e advinhações. Existia uma crença de que as raízes talhadas com formas humanas responderiam aos questionamentos de seus donos, como se a planta ganhasse vida própria.



Até hoje a mandrágora é usada por magistas, principalmente em magias de proteção, aumento do poder pessoal, coragem e amor. É um poderoso concentrador fluídico e para carregá-la com seu poder pessoal, você pode deixá-la durante três dias embaixo da sua cama, no período da lua cheia. Por ser uma planta européia, é bem complicado conseguir mandrágora no Brasil, mas existem algumas plantas que podem servir como substitutas mágicas, é o caso do gengibre e do melão-de-são-caetano.

Veja abaixo, um vídeo mostrando algumas cenas onde a Mandrágora é retratada no cinema.
http://www.youtube.com/watch?v=_zXZtf1Du5U

quinta-feira, 31 de março de 2011

Chinese Fleeceflower: Planta com forma humana

Eu não poderia deixar de fazer uma postagem sobre uma curiosa planta que descobri, chamada "Chinese Fleeceflower". Apesar de não ser encontrada no Brasil (pelo menos não com tanta facilidade) essa planta é amplamente usada na medicina tradicional chinesa. 
O que chama a atenção nessa espécie é o formato das raizes, que crescem em forma de batatas e parecem muito com pequenas esculturas humanas. Algumas raízes possuem até mesmo estruturas semelhantes a orgãos sexuais.
Quando vi uma foto, pensei que poderia ser um caso isolado, mas para minha surpresa, quando fui pesquisar novas imagens, descobri que o formato humano não é mera casualidade, pois frequentemente as raízes da "Chinese Fleeceflower" são retiradas da terra com esse formato. Pequenos homens e mulheres vegetais, habitantes do subsolo, mais um mistério intrigante da natureza, que prova sua magia. Selecionei algumas fotos impressionantes que mostram algumas raízes da "Chinese Fleeceflower".





Fotos: divulgação/google imagens 

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Língua-de-Dragão (Fotos detalhadas)

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Acanthaceae
Gênero: Acanthus L.
Espécies de Língua-de-dragão:
Acanthus balcanicus
Acanthus dioscoridis
Acanthus eminens
Acanthus hirsutus
Acanthus hungaricus
Acanthus ilicifolius
Acanthus mollis
Acanthus montanus
Acanthus polystachyus
Acanthus spinosus
Acanthus syriacus




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