Mostrando postagens com marcador Plantas Mágicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Plantas Mágicas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de março de 2019

Conhecendo a Magia das Palmeiras

Que tal conhecer um pouco sobre as palmeiras e árvores sagradas da mata de cocais? Uma boa dica é o livro "A Magia das Palmeiras", que traz mitos e informações sobre os cultos ligados às palmeiras, além de interessantes dados sobre o uso mágico de plantas da região.


Título: A Magia das Palmeiras
Subtítulo: Divindades da Mata de Cocais.




ONDE COMPRAR?

Disponível no Clube de Autores
https://clubedeautores.com.br/livro/a-magia-das-palmeiras-2

Disponível no Amazon
Comprar

Disponível na Livraria Cultura
Comprar


SINOPSE:
A Mata de Cocais é um bioma único, repleto de riquezas e encantos. Com predominância de palmeiras, essas matas são moradas de Deuses, Guardiões e Espíritos Encantados, que são celebrados nos ritos e práticas do Paganismo Piaga, uma espiritualidade politeísta autóctone desta região do nordeste brasileiro. Através de um rico apanhado de informações de fontes bibliográficas e orais, Rafael Nolêto nos revela um pouco deste fascinante universo, onde árvores são sagradas e assumem papel de verdadeiras divindades. Conheça mais sobre a Senhora Carnaúba, o Mestre Babaçu, a Menina Pupunha e tantas outras Palmeiras e Deuses da Mata de Cocais.

DETALHES:
Número de páginas: 102
Edição: 1(2018)
ISBN: 978-85-5697-803-5
Formato: A5 (148x210)
Coloração: Preto e branco
Acabamento: Brochura c/ orelha
Tipo de papel: Polen

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O encanto dos Tajás

Extraído e adaptado de Jangada Brasil

Não é apenas pelo seu feitio decorativo que o tajá (Caladium bicolor) é festejado na Amazônia como planta de estimação. Mais do que pela esbelteza das folhas, pela graça e pela elegância do corte, pela simplicidade geométrica das linhas, ele possui segredos e mistérios que só a alma cabocla entende e aprecia. 

Enorme é a variedade dessas plantas que formam as vistosas e esmeradas toiças da planície: tajapeba, com a sua raiz chata; o tajá-piranga, de uma coloração vermelha, belo aspecto, perigoso pelo veneno, e cujas raízes eram utilizadas pelos indígenas do Uaupés como o castigo para as mulheres curiosas que se atreviam a espiar as cerimônias maçônicas do Jurupari, o tajá-pinima, o tajá tatuado, cheio de manchas; o tajá grande, o tajá preto, o tajá-de-sol, o tajá membeca, o tajá-puru, este a espécie mais sugestiva e preferida pelas virtudes que lhe são atribuídas às raízes de fazer-nos felizes nos amores e afortunados e bem sucedidos na caça e na pesca.

Possuindo uma heráldica, uma tradição cativante que o recomenda às preferências domésticas, já pelo talho ornamental, já pelos irresistíveis dotes talismânicos, o tajá é visto em profusão nas casas de família de Belém e Manaus e espalha-se pelas habitações de todo o interior, graças aos poderes secretos que lhe emprestam os mestres da pajelança local.

Possuem os tajás uma história poética, uma origem lendária, que Nunes Pereira colheu no alto do Rio Branco e divulgou no primeiro número do Boletim da Sociedade Felipe d’Oliveira – Lanterna verde. Vai aqui um resumo:

Esses índios macuxis, que viviam ao sabor das hordas inimigas, sem pouso certo, ora às margens do Uraricuéra, do Kuting e do Surumuru, ora insulados em Maracá – eram o mais doloroso atestado de fraqueza e covardia entre o espetáculo de bravura das tribos circunvizinhas.

De quando em quando os purukotós, os rekunas, os talipangs, os wapischauas topavam-nos, em pequenas guerrilhas, onde nem sequer as menores destrezas épicas sobressaiam, e lá se iam eles fixar novas malocas e tabas, foragidos do antigo pouso solitário para buscar na fortaleza da terra aquilo que o braço lhes negava.

Não tinha tantas mulheres nem irmãos, e o amor não morava entre eles como uma coisa pura e sagrada.

Veio, porém, para a raça desprezível dos macuxis o seu dia de redenção.

Pakalamoka, sem que ninguém soubesse, saiu de sua taba, sorrateiro e solerte, e foi buscar a salvação da tribo nos conselhos da Mãe-do-Mato. Contou as misérias da sua gente, falou dos combates desesperados e trágicos, dos quais voltavam reduzidos, na vileza das fugas precipitadas.

A Mãe-do-Mato esqueceu as sementes que andava a enterrar pelos desvãos da floresta e ensinou ao índio o meio de livrar o povo enfraquecido das doenças e do Keyemé para que dominasse a terra nos milagres do amor e da vida.

Quando a lua clareou a planície, já encontrou Pakalamoka a caminho de um campo aberto, onde as palmeiras não flabelavam os leques felizes e onde existia um lago que há muito não dessendentava os animais dos arredores.

Quase ao fim da jornada, o índio deparou um bando alacre de korotoikós voando em direção à lua em terrível algazarra.

Pakalamoka fixou a que voava mais alto, e arremessou-lhe a flecha certeira. A ave caiu adiante. Ele se aproximou, reuniu-lhe em torno do capim tostado de sol e galhos partidos pelo vento, e, friccionando duas pedras de fogo que trouxera, inflamou os gravetos e a grama, e a fogueira se elevou pela noite clara.

Pakalamoka deitou-se perto e dormiu.

Pela manhã, quando Pakalamoka acordou – informa o narrador – em redor dele e dentro e em redor do lago, se aglomeravam os tajás que as macuxis hoje conhecem – com folhas de vários feitios e cores deslumbrantes.

E todos esses tajás tinham virtudes especiais.

E o novo pajé, que se tornou Pakalamoka, deles se servia preferentemente.

Havia o tajá, que defende a roça e a casa do índio.

Havia o tajá, que torna o índio bom caçador e bom pescador.

Havia o tajá, que torna o índio invisível aos inimigos e aos olhos mesmo do Keyemé.

Havia o tajá, que o poupa das fadigas da guerra, da pesca, da caça e das viagens.

Havia o tajá, que o faz ganhar nas provas e nas lutas tradicionais da tribo.

Havia o tajá, que o faz querido das mulheres...

Pakalamoka arrancou os tajás (como lhe ensinou a Mãe-do-Mato) necessários ao trabalho, à saúde, à paz, aos amores e à felicidade dos macuxis, levando-os para o seu povo.

E é por isso que a tribo se fez numerosa, dela fogem os seus inimigos, nunca lhe faltam os peixes e a caça, cessaram as doenças e os índios e as índias têm filhos robustos".

É variada e encantadora, na Amazônia, a superstição do tajá. Existe na família das aroideas uma profusão de espécies que se prestam, admiravelmente, às abusões do povo. Entre estas, vale citar o tajá-cobra. Diz-se que protege a casa contra os ladrões. Uma folha, posta na parede, estende-se em volta e toma conta do domicílio. Se este é visitado por gatunos, o tajá-cobra reconhece o meliante e dá-lhe o bote, tal como o faria uma serpente. História semelhante é atribuída ao tajá-onça.

A mais bela versão é, entretanto, emprestada ao tajá-sol. Possui este, no centro da folha, uma grande mancha vermelha com o formato de um coração cercado pela moldura verde. Quando os índios estavam longe de sua amada e sentiam a necessidade de vê-la, recorriam a um processo mais veloz que o aeroplano e menos dispendioso que a televisão. Gritavam pelo nome da pessoa desejada, no centro do tajá-sol. E logo a imagem do ente querido aparecia na parte rubra da folha, como num espelho incendiado pelo poder da ausência.

No nosso folclore musical existe, hoje, uma linda canção, composta por Waldemar Henrique sobre informações de Nunes Pereira, intitulada Tamba-tajá. É outra deliciosa lenda de fundo nativo, refletindo o amável fabulário que o índio teceu em torno da heraldíca dos nossos tinhorões. 

"Tamba-tajá, me faz feliz.
Que meu amor me queira bem.
Que o meu amor seja só meu,
de mais ninguém
que seja meu,
todinho meu,
de mais ninguém.

Tamba-tajá, me faz feliz,
assim o índio carregou sua macuri
para o roçado, para a guerra, para a morte,
assim carregue o nosso amor a boa sorte.

Tamba-tajá, me faz feliz.
Que mais ninguém possa beijar o que beijei,
Que mais ninguém escute aquilo que escutei,
nem possa olhar dentro dos olhos que eu olhei,
Tamba-tajá, tamba-tajá".


(Orico, Osvaldo. Vocabulário de crendices amazônicas. p.227-232)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Salsa-de-praia


A planta conhecida popularmente como salsa-de-praia, ou salsa-selvagem, é identificada cientificamente como Ipomea sp. É uma plantinha rasteira, muito comum no litoral de regiões tropicais e sub tropicais. É uma erva regida pela Lua .

Na tradição afro-brasileira essa planta é conhecida como GBÒRÒ AYABÀ, que vem do idioma iorubá e significa "aceita palavra da mãe".

É consagrada especialmente aos orixás Iemonjá e Olokun. É ligada à água, ao feminino, à lua. Usada na magia de forma geral para abrir caminhos e para sedução.

Na Umbanda é associada a Ọ̀ṣun, Yèmọnja, Ọya/Iyansan, Nana, Yewà. No culto Nagô é associada a Ọ̀ṣun, Yèmọnja, Ọya/Iyansan, Nana, Yewà. Na nação Jejê é associada as deidades Mikaia, Nanã. Na nação Bantu é associada as divindades Matamba, NZumba e Dandalunda.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Muçambê, matinho espinhoso e útil

Muçambê com flores

A planta muçambê (Cleome spinosa L.), também conhecida como sete-marias, muçambê-de-espinhos, muçambê-miúdo e beijo-fedorento, é indicada sobretudo para problemas pulmonares. 

USO MÍSTICO:
Na tradição mística afro-brasileira, é uma planta consagrada a Obaluaê e a linha das almas. É recomendado colher a planta na segunda-feira para utilização em banhos de energização e cura, feito com as folhas.

USO MEDICINAL:
O chá das folhas e flores é tônico digestivo. O sumo das folhas é usado em otite supurada e lavagem de feridas. O chá da raiz, bem como o lambedor, serve para tosse, asma e bronquite. A seguir, confira uma receita de um lambedor feito com muçambê para aliviar tosse.

LAMBEDOR DE MUÇAMBÊ
100 gramas de raiz de muçambê
1 xícara de açúcar
Meio copo de água
Lave bem a raiz de muçambê. Misture aos outros ingredientes, leve ao fogo baixo e deixe ferver destampado por 10 minutos. Deixe esfriar, coe e tome uma colher de sopa (ou de chá, no caso de crianças) três vezes ao dia.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Beldroega, Sagrada e Suculenta



A beldroega (Portulaca oleracea) é um planta que pertence à família Portulaceae, e também é conhecida pelos nomes portulaca, porcelana, salada-de-negro, beldroega-da-horta e caaponga. Na magia essa planta é utilizada para purificações de altares ou instrumentos, sob forma de lavagens. Ligada aos Deuses Obaluayê, Exú e Tempo. Em muitas comunidades rurais, se utilizam as folhas socadas são aplicadas sob ferimentos para auxiliar na cicatrização.

Beldroega crescendo em fresta de calçada
Essa planta vive mais de um ano, chega a medir 30 cm de altura (e tem um crescimento acelerado), é rasteira, possui flores espessas e carnudas e pequenas flores amarelas de cinco pétalas. A beldroega às vezes é confundida com erva daninha, pois tem tendência para brotar em plantações e cultivos “espontaneamente”, mas essa classificação para a planta é errada. O que ocorre é que a beldroega se desenvolve muito bem em locais de clima temperado, solos drenados e com muito sol, por isso costuma aparecer também em quintais, calçadas e terrenos abertos.

Nutricionalmente a beldroega é uma planta medicinal e apresenta várias propriedades benéficas para a saúde. Nos anos 80 foi alvo de alguns estudos bioquímicos e, entre todos os vegetais de folha escura até hoje examinados, ela foi apontada como a melhor fonte de ômega 3. É rica em cálcio, magnésio, potássio, ferro e zinco em concentrações que aumentam com a maturação das folhas.

Salada de batatas com beldroega, delicioso!
Na alimentação você pode usar as suas beldroegas, acabadas de colher, para compor uma salada, juntar aos restantes legumes numa sopa ou até mesmo fazer um purê, um bom acompanhamento para as refeições principais. O consumo das folhas auxilia na prevenção e no tratamento de determinadas doenças, como as cardiovasculares, hipertensão, diabetes, artrite e outros distúrbios inflamatórios e autoimunes e ainda no cancro.

O chá da beldroega é feito com as folhas, talos e sementes. Para preparar, ferva de 50 a 100g de beldroega para 1 litro de água durante alguns minutos. Em seguida, deixe a mistura “descansar” até ficar morna, coe se preferir. O chá pode ser consumido de 4 a 5 xícaras por dia. A vantagem está no sabor e na potencialização de suas propriedades, que são muito bem aproveitadas neste caso.


Propriedades da beldroega
Rica em ômega 3.
Possui vitaminas A, B e C.
Tem minerais como magnésio, cálcio, potássio, ferro e pigmento carotenoide.
Rica em glicose, frutose e sacarose.
É diurética, emoliente, emenagoga, laxativa, anti-inflamatória e possui a capacidade de estancar o sangue em hemorragias pequenas.


Uso terapêutico da Beldroega
Muito eficaz no tratamento de colesterol, doenças da bexiga, olhos, vermes, rins e vias urinárias.
Seu suco pode ser utilizado para tratar vários problemas (inflamações oculares, queimaduras, eczemas, erisipelas, calvície, entre outros), mas não sendo ingerido, diretamente aplicado.
Suas sementes quando ingeridas combatem vermes intestinais.
Usada para refogar outros vegetais em azeite de oliva e no preparo de sopas e guisados.


Não arranque! Caruru Cura, Caruru se come!

O Caruru (Amaranthus viridis L.) é uma planta da família das Amaranthaceae, muito comum em matagais urbanos do Brasil. Considerada por muitos como uma erva daninha, é arrancada das hortas sem dó, por desconhecimento de que ela também é um excelente alimento. Em tradições místicas afro-brasileiras, o caruru é uma erva consagrada a vários orixás, como Ogum, Oxóssi, Xangô, Oyá, Oxum, Oxalá e Iemonjá. 

Outros nomes dados ao Caruru são: Amaranto, Caruru-de-Cuia, Caruru-Rôxo, Caruru-de-Mancha, Caruru-de-Porco, Caruru-de-Espinho, Bredo-de-Chifre, Bredo-de-Espinho, Bredo-vermelho, Bredo.

São conhecidas muitas plantas da família das Amarantáceas. Em geral medem até 80cm. de altura, têm talo ereto e pouco ramificado. As folhas são verdes, simples, de bordas às vezes onduladas, com margens uniformes ou com lóbulos evidenciados.
Algumas espécies, apresentam uma mancha clara no centro das folhas. As flores são hermafroditas, dispostas em pequenos aglomerados, no ápice dos ramos ou nas axilas das folhas. As brácteas são ovais com a base mais larga. Reproduz-se por sementes, fácil e intensamente.

As folhas, talos e sementes do caruru são utilizados tanto na alimentação como no tratamento de doenças. É uma erva com propriedades lactígenas, rica em ferro, potássio, cálcio e vitaminas A, B1, B2 e C.

Na medicina caseira é usada para tratamento de hidropsia. Ajuda a defender o organismo contra as infecções, e é recomendado como preventivo no tratamento de problemas hepáticos. O infuso favorece a diurese e tem aplicação nas moléstias do fígado, na hidropsia e no catarro da bexiga.

É uma planta adstringente, anti-séptica, demulcente, diurética, regulador menstrual, tônica, vulnerária. Suas folhas são indicadas para tratamento de diarreia, disenteria, menorragia, gengivites, amidalites, corrimento vaginal, ferimento, hemorragia nasal e nos intestinos, leucorreia. 

Uso alimentar
E você sabia que o Caruru é uma planta comestível e extremamente nutritiva? Pois é, descobri há pouco tempo! As folhas e os talos do Caruru, após cozidos e escorridos, podem ser utilizados em refogados, molhos, tortas, pastéis e panquecas.

As sementes são usadas para fazer pães, e podem também ser ingeridas torradas. Nos dias atuais, pesquisadores de vários países, vêm se dedicando em resgatar esta planta, como uma espécie vegetal capaz de ajudar a enfrentar a alarmante situação de fome e desnutrição, a que estão sujeitos alguns países, por sua rusticidade, seu fácil cultivo, paladar agradável e ótimas qualidades nutricionais de suas folhas, talos e sementes, das quais se pode extrair farinha.

No passado, o caruru foi amplamente consumido e prestigiado por antigas civilizações das Américas Central e do Sul, onde existem registros arqueológicos que revelam seu cultivo há milhares de anos. Era associado ao milho, como planta sagrada! E o povo aqui do Brasil arrancando a coitada como se fosse mato... até eu já arranquei, mas nada como o conhecimento para abrir nossos olhos para a riqueza que nos cerca!

TRATAMENTOS CASEIROS COM CARURU

Para diarreia, disenteria ou hemorragia nos intestinos.
Modo de usar:
Infusão ou decocção para uso interno;
Duas colheres de sopa de folhas e flores secas em 1 litro de água fervente. Três xícaras de chá ao dia: 

Para lavagem de ferimentos, hemorragias, aftas, ulcerações bucais e irrigações vaginais.
Modo de usar:
Infusão ou decocção para uso externo;
Seis colheres de sopa de folhas e flores secas em um litro de água: gargarejos e bochechos para aftas e ulcerações bucais. Para irrigações vaginais, compressas.

OBS.: Algumas plantas também são chamadas de Caruru, mas não são da família das Amarantáceas. Antes de utilizar para finalidades terapêuticas é aconselhável buscar auxílio de fitoterapeuta.

Melão-de-São-Caetano

Muita gente que passar por terrenos baldios e matagais já deve ter visto essa plantinha que se alastra naturalmente, mas poucos sabem reconhecer sua importância e utilidades. O melão-de-são-caetano é uma planta do gênero botânico Momordica, pertencente à família Cucurbitaceae. É muito conhecido como "melãozinho".

De origem asiática, foi trazido da África pelos escravos. Esse cipó é muito comum em cercas e entulhos de terrenos abandonados. Seu fruto cor de ouro com espinhos moles na superfície se abre espontaneamente em 3 partes, quando maduro mostra suas sementes vermelhas comestíveis de grande beleza e paladar suave, muito apreciado pelas crianças.

A infusão dos frutos maduros é boa para curar hemorróidas. As folhas desta planta eram usadas pelas lavadeiras para clarear a roupa. Os escravos usavam o seu chá em banhos que facilitavam o parto e baixava febres.

No Brasil, os frutos são consumidos principalmente pela comunidade nipo-brasileira. São colhidos e vendidos verdes em feiras livres na cidade de São Paulo onde se concentram estas comunidades. Podem ser consumidos também em alguns restaurantes japoneses mais tradicionais.

São popularmente conhecidos entre eles como nigauri, nigagori ou goya, sendo esta última denominação utilizada pelos descendentes provindos da província de Okinawa, onde consome-se muito este fruto. Seu nome Melão-de-são-caetano se deve aos escravos que se estabeleceram na região das minas auríferas e plantaram ao redor de uma capelinha em Mariana. O padroeiro da capela era S. Caetano e os frutos parecidos com melão. Daí o nome Melão de São Caetano.


INDICAÇÃO: Chá de Melão de São Caetano é útil para tratamento de diabetes, diarreia, resolutiva, febrífugo, cólicas abdominais, colite, menstruações difíceis, problemas gástricos, resfriado e reumatismo.

USO EXTERNO: Eczemas, ferimentos, furúnculos, tumores e piolhos.

COMO FAZER: Coloque 2 colheres de sopa de erva para um litro de água, quando a água alcançar fervura, desligue. Tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos. Em seguida, é só coar e beber.

COMO BEBER: Tomar de 2 a 3 xícaras ao dia.

USO MÍSTICO: Regida por Marte. Em tradições afro-brasileiras, essa erva vibra na irradiação de Obaluaiê e também na irradiação de Xangô. Seu poder está ligado ao dinheiro e à proteção. Sua raiz pode substituir a raiz de Mandrágora, por isso o melão-de-são-caetano também é conhecido como mandrágora inglesa. A raiz colocada na entrada da casa protege seus moradores. Numa noite de lua crescente coloque um pedaço da raiz em cima do dinheiro que tiver na carteira. Deixe esta noite no sereno e retire-o antes que o Sol nasça. Coloque o dinheiro na carteira e use normalmente e guarde a raiz para repetir na próxima lua crescente. Faça todo mês e nunca ficará sem dinheiro.

OBS.: Antes de utilizar para finalidades terapêuticas, consulte um fitoterapeuta.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Kalanchoe Tubiflora

Essa é uma plantinha da família das suculentas, bem resistente e de fácil cultivo. Podendo ser encontrada facilmente aqui no Brasil, a Kalanchoe Tubiflora tem, na magia, praticamente os mesmos usos de outras suculentas, ou seja, é um ótimo pára raios energético, filtrando as energias mais ariscas que possam tentar invadir determinado ambiente. Funciona como uma antena viva, captando, filtrando e transformando energias, colaborando assim para promover o equilíbrio energético do ambiente.

*Nomes populares: Cacto-da-abissínia, cacto-japonês, flor-da-abissínia, dinheiro em penca, unha-de-gato (SC), bálsamo alemão, chandelier plant.
*Sinônimos botânicos: Kalanchoe delagoensis
*Família: Crassulaceae
*Espécies assemelhadas: A forma de suas folhas evita que seja confundida com outras espécies.
*Origem: Madagáscar.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Propriedades Ocultas das Ervas & Plantas

Livro que li e achei muito interessante e útil sobre o tema "plantas mágicas", agora o compartilho para download. 
Título: Propriedades Ocultas das Ervas & Plantas.
Autor: W. B. Crow. 
Formato do Arquivo: PDF

Descrição: Revela o fascinante papel desempenhado pelas ervas e plantas na alquimia, astrologia, medicina, magia e religião. Inclui notas sobre rituais com frutas, culto a Baco, drogas vegetais, poções mágicas de efeito afrodisíaco, ervas planetárias e plantas do Zodíaco.


Livro: As Plantas e sua Magia

Livro "As Plantas e sua Magia", de Jacques Brosse, sobre a magia das plantas.
Formato do arquivo: PDF
Tamanho do arquivo: 1,583 KB

Livro: As Plantas Mágicas

A seguir, link para download do livro "As Plantas Mágicas" do famoso mago herbologista Paracelso, cujo nome real era Teofrasto de Hohenheim. Paracelso foi médico, alquimista, astrólogo, físico e formou-se em medicina em Viena em 1510.

Título: As Plantas Mágicas, Botânica oculta,
Formato: Documento word, 67 páginas, curas medicinais, 1,90 mb.


domingo, 3 de abril de 2011

Priprioca: A raiz encantada do Amazonas

Priprioca ou piripirioca, nomes pelos quais a espécie Cyperus articulatus L. é conhecida. Essa planta aromática e medicinal é encontrada na região da Amazônia e pertence a família das ciperáceas. Atualmente seu óleo essencial vem sendo amplamente utilizado na indústria de perfumaria e cosmética, por conta de seu agradável aroma amadeirado e suave.

O renomado folclorista Luís da Câmara Cascudo cita em sua obra, "Dicionário do Folclore Brasileiro", uma lenda indígena que foi colhida em tupi por Brandão de Amorim. Essa lenda fornece uma explicação dos índios Manaus (da raça Aruaca) sobre o surgimento da priprioca, que eu achei bem interessante e nos ajuda a entender um pouco sobre os usos mágicos que o povo faz dessa planta.


A lenda conta que na tribo dos Manaus existia um ser misterioso chamado Piripiri, um guerreiro que era meio material e meio espiritual, que exalava um perfume intenso e inebriante por onde passava. O perfume era tão mágico que atraía a atenção de todas as donzelas da aldeia. As índias, enfeitiçadas pelo aroma, tentavam a todo custo prender o ser misterioso, mas nunca conseguiam, pois Piripiri, ao ser capturado, sempre se transformava em vapor e escapava.

Vendo que não conseguiam aprisioná-lo, algumas moças da aldeia recorreram ao pajé Supi, que lhes aconselhou utilizar amarrar os pés de Piripiri com fios de cabelo.


Na mesma noite, as jovens aguardaram até Piripiri dormir. Quando ele adormeceu, as índias o amarraram com os fios de cabelo e adormeceram ao seu lado. Enquanto as índias dormiam Piripiri se transformou novamente em fumaça e desapareceu para nunca mais voltar. Quando o dia amanheceu as moças encontraram apenas uma raiz perfumada no lugar onde Piripiri estava amarrado.



Desesperadas, as jovens foram até o pajé Supi para tentar entender o que havia ocorrido. Supi lhes explicou que Piripiri havia se transformado na constelação de Arapari (Três Marias) e que tinha lhes deixado a raiz aromática como presente. O sábio pajé Supi também ensinou as moças a utilizar o perfume daquela raiz mágica para enfeitiçar o coração dos homens.


A partir daí, a planta recebeu o nome de "piripiri-oca", que significa "morada de Piripiri". A raiz é usada até hoje em diversas magias e para a fabricação de poções de sedução e sorte. Uma infinidade de banhos mágicos atrativos podem ser feitos com as raízes.



Canela-de-velho (Caneleiro)

* Nome científico: Cenostigma macrophyllum Tul. var. acuminata
* Família: Fabaceae
* Outros nomes: Canela-de-velho; fava-do-campo; maraximbé

O caneleiro é uma bela árvore que foi inclusive adotada como símbolo da cidade de Teresina (PI), por ter sido muito usada na arborização dessa cidade. Essa árvore apresenta uma curiosa resistência ao fogo, rebrotando com certa facilidade após incêndios. 

É uma árvore regida pelo sol e propicia bons resultados em magias para brilho pessoal, força, vigor e expulsão de seres trevosos.

Também beneficia atividades intelectuais através da defumação de suas flores secas e trituradas. Para ser usada em magia, deve ser colhida preferencialmente num domingo, durante o dia. A seguir, as partes do caneleiro e suas respectivas funções mágicas.

* Casca: Força, vigor, resistência, coragem, superação de desafios.
* Flores: Beneficia atividades intelectuais, traz iluminação, enxota seres trevosos, propicia brilho pessoal. Em rituais, suas flores também podem ser ofertadas para deuses solares, como Lugh, Apolo, Belenus e outros.
* Sementes e frutos: Fertilidade, prosperidade, abundância, dinheiro.
* Galhos/ Madeira: Pode ser usada para a confewcção de varinhas mágicas ou vassoras para banimentos.





sábado, 2 de abril de 2011

A Magia da Mandrágora

* Nome científico: Mandragora officinarum L.
* Outros nomes: Maçãs-de-maio; maçã-indiana; limão-selvagem; semente-amarela; semente-de-quati; pé-de-pato; raiz-do-diabo; maçã-de-satã; homem-dragão; vela-do-diabo; luz-do-diabo; raiz-de-bruxo; planta-de-circe; anão-terra; pequeno-homem-enforcado.
* Planeta: Mercúrio
* Elemento: Terra
Mandrágoras fêmea e macho: Xilogravura do século XV

A Mandrágora é umas das plantas mais conhecidas por seu uso na magia. Por conta de seu curioso formato e das lendas que a envolvem, a planta já foi retratada na literatura e até no cinema. 


Sabe a Circe? Aquela famosa feiticeira da mitologia grega, pois é, a mandrágora era usada como ingrediente frequente em seus feitiços, poções e filtros de amor. 

No filme "Harry Potter e a Câmara Secreta" as mandrágoras da estufa de herbologia dão um escândalo quando são retiradas do solo pelos alunos de Hogwarts, mas o grito das mandrágoras tem uma explicação folclórica. 
Shakespeare, na sua clássica obra "Romeu e Julieta", fez a seguinte referência a mandrágora: "Gritavam como mandrágoras arrancadas da terra que levavam à loucura os mortais que as ouvissem"
Segundo uma lenda medieval a raiz da mandrágora era como um pequeno homem dormindo dentro da terra e, ao ser retirado de seu descanso, dava um grito tão agudo que era capaz de deixar surdo, enlouquecer e até mesmo levar alguns homens a morte. 

Com base nessa crença, foram sendo criadas várias técnicas para se retirar a mandrágora do solo sem sofrer com o grito da planta. Alguns tapavam os ouvidos, afofavam a terra ao redor da mandrágora, amarravam a planta ao pescoço de um cachorro e faziam com que o mesmo corresse, arrancando a raiz do solo. 


Escritos medievais afirmam que é mais seguro colher mandrágora durante uma sexta-feira à noite, pouco antes do nascer do sol. Depois de ser colhida alguns lavavam a raiz com vinho e a guardavam embrulhada em seda vermelha ou branca. Aos olhos dos caçadores de mandrágora, tanto trabalho para conseguir a raiz valia a pena, pois a planta possuia variados usos, tanto mágicos como medicinais.

Há muitos registros do uso mágico da mandrágora na Europa medieval. Na antiguidade a raiz da mandrágora era considerada calmante e analgésica, mas podia ser tóxica quando usada em grande quantidade, provocando alucinações tão intensas que beiravam a loucura. Também era conhecida  no passado por curar impotência sexual masculina.

A raiz é a parte mais curiosa dessa planta, pois cresce como uma batata, muitas vezes bifurcada, ganhando traços semelhantes ao de um pequeno homem. Por conta do curioso formato humano é que a fama "mágica" das mandrágoras se difundiu rapidamente. Pitágoras se referiu a mandrágora como "antropomorfa". O agrônomo romano Lúcio Columela a definiu como "semi-homem". Na ilustração abaixo, do antigo botânico e autor greco-romano Pedanio Dioscórides Anazarbel podemos ver a mandrágora representada com forma humana.

Mandrágora, de Pedanio Dioscórides Anazarbel


Outro fato curioso em relação as mandrágoras é que elas podem ser classificadas como "macho" e "Fêmea". De acordo com o antigo naturalista romano Plínio ("O Velho"), se diz que uma mandrágora é macho quando as folhas são largas, a raiz é preta por fora e branca por dentro. A raiz da fêmea é toda preta e as raízes são bifurcadas. 

Mantida em determinadas condições de calor e umidade, a raíz grossa e marrom da mandrágora pode liberar alguns gases e vapores, que às vezes eram chamados de "fogo fátuo", pois acreditava-se que era uma espécie de espírito que saía da planta. Na Idade Média as pessoas afirmavam que as mandrágoras cresciam  mais quando eram plantadas sob a forca de assassinos executados. 

No folclore anglo-saxão há registros de que a mandrágora era utilizada para expulsar demônios e também era desidratada por alguns para ser usada como amuleto de proteção. 


Na Alemanha era costume entre os camponesses talhar e cuidar muito bem das raízes de mandrágora, par usá-las em magias e advinhações. Existia uma crença de que as raízes talhadas com formas humanas responderiam aos questionamentos de seus donos, como se a planta ganhasse vida própria.



Até hoje a mandrágora é usada por magistas, principalmente em magias de proteção, aumento do poder pessoal, coragem e amor. É um poderoso concentrador fluídico e para carregá-la com seu poder pessoal, você pode deixá-la durante três dias embaixo da sua cama, no período da lua cheia. Por ser uma planta européia, é bem complicado conseguir mandrágora no Brasil, mas existem algumas plantas que podem servir como substitutas mágicas, é o caso do gengibre e do melão-de-são-caetano.

Veja abaixo, um vídeo mostrando algumas cenas onde a Mandrágora é retratada no cinema.
http://www.youtube.com/watch?v=_zXZtf1Du5U

quarta-feira, 30 de março de 2011

Concentradores Mágicos Vegetais

Respondendo a alguns questionamentos da amiga e leitora Marta Rodriguez , de São Paulo, gravei outro vídeo para o blog. Dessa vez falo um pouco sobre a magia dos concentradores fluídicos vegetais. Também ensinei uma receita mágica para proteção, bem simples e eficaz. Pra quem quiser aprender, basta assistir o vídeo. Não deu pra carregar o vídeo em HD porque estava muito grande, por isso tive de reduzir um pouco a resolução, espero que gostem e desculpem por qualquer falha. Abraços!

terça-feira, 22 de março de 2011

A Magia da "planta-cobra" e do "tajá"

Em meu jardim cultivo duas espécies de plantas mágicas cercadas de mistérios, são elas a "planta-cobra" e o "tajá", das quais falo um pouco no vídeo a seguir.

domingo, 20 de março de 2011

Batata-de-Purga

* Nome científico: Convolvulus sperculatus; Operculina altissima.
* Família: Convolvuláceas.
* Outros nomes: Jalapa; raiz-de-jeticuçu; mechoacão; mechoacão-do-peru; briônia-da-américa; flor-de-quatro-horas; ruibarbo-branco; vinha-do-diabo.

Essa é uma planta bem rústica, com propriedades tanto mágicas como medicinais, mas é preciso ter cautela com seu uso, pois em altas doses ela pode ser venenosa. 

A batata da planta é depurativa, purgativa, laxativa e previne a meningite. Combate irregularidades menstruais e hemorragia nasal. Para tratar doenças, sempre deve ser usada com acompanhamento médico, para evitar complicações e envenenamentos.

É uma trepadeira mágica regida pela Lua. Quando comecei a cultivá-la, comprei algumas sementes no mercado e plantei, as sementes germinaram em poucos dias. Caso você resolva plantá-la para uso mágico, deve escolher um vaso grande, com terra bem adubada e fofa, com uma estaca de madeira enfiada no meio, para que a planta possa se enroscar. Se quiser também pode desenhar símbolos mágicos de proteção na estaca, para potencializar a magia da planta. Essa trepadeira é um concentrador fluídico e confere proteção mágica, pois absorve energias densas do local, realizando uma espécie de filtragem. 

Os ramos de batata de purga também podem ser usados em feitiços de união. Quando servem para este fim, usam-se dois bonecos de pano (representando os que devem ser unidos) e se amarra os mesmos com ramos de batata-de-purga. Depois de amarrados, os bonecos devem ser enterrados junto a raiz dessa planta, para que  a união se fortaleça a medida que a planta cresce. Se a planta murchar ou morrer, é preciso refazer o feitiço. Se as pessoas se tornarem muito "grudentas" devido aos efeitos da magia, o feitiço pode ser desfeito, basta matar a planta, desenroscar e queimar os bonecos. Esse feitiço pode ser feito para unir amigos, familiares ou amantes, mas particularmente recomendo que não se use para magias de amarração, pois creio que seria um uso muito egoísta. 


LinkWithin

Related Posts with Thumbnails