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quinta-feira, 7 de março de 2019

Conhecendo a Magia das Palmeiras

Que tal conhecer um pouco sobre as palmeiras e árvores sagradas da mata de cocais? Uma boa dica é o livro "A Magia das Palmeiras", que traz mitos e informações sobre os cultos ligados às palmeiras, além de interessantes dados sobre o uso mágico de plantas da região.


Título: A Magia das Palmeiras
Subtítulo: Divindades da Mata de Cocais.




ONDE COMPRAR?

Disponível no Clube de Autores
https://clubedeautores.com.br/livro/a-magia-das-palmeiras-2

Disponível no Amazon
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Disponível na Livraria Cultura
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SINOPSE:
A Mata de Cocais é um bioma único, repleto de riquezas e encantos. Com predominância de palmeiras, essas matas são moradas de Deuses, Guardiões e Espíritos Encantados, que são celebrados nos ritos e práticas do Paganismo Piaga, uma espiritualidade politeísta autóctone desta região do nordeste brasileiro. Através de um rico apanhado de informações de fontes bibliográficas e orais, Rafael Nolêto nos revela um pouco deste fascinante universo, onde árvores são sagradas e assumem papel de verdadeiras divindades. Conheça mais sobre a Senhora Carnaúba, o Mestre Babaçu, a Menina Pupunha e tantas outras Palmeiras e Deuses da Mata de Cocais.

DETALHES:
Número de páginas: 102
Edição: 1(2018)
ISBN: 978-85-5697-803-5
Formato: A5 (148x210)
Coloração: Preto e branco
Acabamento: Brochura c/ orelha
Tipo de papel: Polen

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O encanto dos Tajás

Extraído e adaptado de Jangada Brasil

Não é apenas pelo seu feitio decorativo que o tajá (Caladium bicolor) é festejado na Amazônia como planta de estimação. Mais do que pela esbelteza das folhas, pela graça e pela elegância do corte, pela simplicidade geométrica das linhas, ele possui segredos e mistérios que só a alma cabocla entende e aprecia. 

Enorme é a variedade dessas plantas que formam as vistosas e esmeradas toiças da planície: tajapeba, com a sua raiz chata; o tajá-piranga, de uma coloração vermelha, belo aspecto, perigoso pelo veneno, e cujas raízes eram utilizadas pelos indígenas do Uaupés como o castigo para as mulheres curiosas que se atreviam a espiar as cerimônias maçônicas do Jurupari, o tajá-pinima, o tajá tatuado, cheio de manchas; o tajá grande, o tajá preto, o tajá-de-sol, o tajá membeca, o tajá-puru, este a espécie mais sugestiva e preferida pelas virtudes que lhe são atribuídas às raízes de fazer-nos felizes nos amores e afortunados e bem sucedidos na caça e na pesca.

Possuindo uma heráldica, uma tradição cativante que o recomenda às preferências domésticas, já pelo talho ornamental, já pelos irresistíveis dotes talismânicos, o tajá é visto em profusão nas casas de família de Belém e Manaus e espalha-se pelas habitações de todo o interior, graças aos poderes secretos que lhe emprestam os mestres da pajelança local.

Possuem os tajás uma história poética, uma origem lendária, que Nunes Pereira colheu no alto do Rio Branco e divulgou no primeiro número do Boletim da Sociedade Felipe d’Oliveira – Lanterna verde. Vai aqui um resumo:

Esses índios macuxis, que viviam ao sabor das hordas inimigas, sem pouso certo, ora às margens do Uraricuéra, do Kuting e do Surumuru, ora insulados em Maracá – eram o mais doloroso atestado de fraqueza e covardia entre o espetáculo de bravura das tribos circunvizinhas.

De quando em quando os purukotós, os rekunas, os talipangs, os wapischauas topavam-nos, em pequenas guerrilhas, onde nem sequer as menores destrezas épicas sobressaiam, e lá se iam eles fixar novas malocas e tabas, foragidos do antigo pouso solitário para buscar na fortaleza da terra aquilo que o braço lhes negava.

Não tinha tantas mulheres nem irmãos, e o amor não morava entre eles como uma coisa pura e sagrada.

Veio, porém, para a raça desprezível dos macuxis o seu dia de redenção.

Pakalamoka, sem que ninguém soubesse, saiu de sua taba, sorrateiro e solerte, e foi buscar a salvação da tribo nos conselhos da Mãe-do-Mato. Contou as misérias da sua gente, falou dos combates desesperados e trágicos, dos quais voltavam reduzidos, na vileza das fugas precipitadas.

A Mãe-do-Mato esqueceu as sementes que andava a enterrar pelos desvãos da floresta e ensinou ao índio o meio de livrar o povo enfraquecido das doenças e do Keyemé para que dominasse a terra nos milagres do amor e da vida.

Quando a lua clareou a planície, já encontrou Pakalamoka a caminho de um campo aberto, onde as palmeiras não flabelavam os leques felizes e onde existia um lago que há muito não dessendentava os animais dos arredores.

Quase ao fim da jornada, o índio deparou um bando alacre de korotoikós voando em direção à lua em terrível algazarra.

Pakalamoka fixou a que voava mais alto, e arremessou-lhe a flecha certeira. A ave caiu adiante. Ele se aproximou, reuniu-lhe em torno do capim tostado de sol e galhos partidos pelo vento, e, friccionando duas pedras de fogo que trouxera, inflamou os gravetos e a grama, e a fogueira se elevou pela noite clara.

Pakalamoka deitou-se perto e dormiu.

Pela manhã, quando Pakalamoka acordou – informa o narrador – em redor dele e dentro e em redor do lago, se aglomeravam os tajás que as macuxis hoje conhecem – com folhas de vários feitios e cores deslumbrantes.

E todos esses tajás tinham virtudes especiais.

E o novo pajé, que se tornou Pakalamoka, deles se servia preferentemente.

Havia o tajá, que defende a roça e a casa do índio.

Havia o tajá, que torna o índio bom caçador e bom pescador.

Havia o tajá, que torna o índio invisível aos inimigos e aos olhos mesmo do Keyemé.

Havia o tajá, que o poupa das fadigas da guerra, da pesca, da caça e das viagens.

Havia o tajá, que o faz ganhar nas provas e nas lutas tradicionais da tribo.

Havia o tajá, que o faz querido das mulheres...

Pakalamoka arrancou os tajás (como lhe ensinou a Mãe-do-Mato) necessários ao trabalho, à saúde, à paz, aos amores e à felicidade dos macuxis, levando-os para o seu povo.

E é por isso que a tribo se fez numerosa, dela fogem os seus inimigos, nunca lhe faltam os peixes e a caça, cessaram as doenças e os índios e as índias têm filhos robustos".

É variada e encantadora, na Amazônia, a superstição do tajá. Existe na família das aroideas uma profusão de espécies que se prestam, admiravelmente, às abusões do povo. Entre estas, vale citar o tajá-cobra. Diz-se que protege a casa contra os ladrões. Uma folha, posta na parede, estende-se em volta e toma conta do domicílio. Se este é visitado por gatunos, o tajá-cobra reconhece o meliante e dá-lhe o bote, tal como o faria uma serpente. História semelhante é atribuída ao tajá-onça.

A mais bela versão é, entretanto, emprestada ao tajá-sol. Possui este, no centro da folha, uma grande mancha vermelha com o formato de um coração cercado pela moldura verde. Quando os índios estavam longe de sua amada e sentiam a necessidade de vê-la, recorriam a um processo mais veloz que o aeroplano e menos dispendioso que a televisão. Gritavam pelo nome da pessoa desejada, no centro do tajá-sol. E logo a imagem do ente querido aparecia na parte rubra da folha, como num espelho incendiado pelo poder da ausência.

No nosso folclore musical existe, hoje, uma linda canção, composta por Waldemar Henrique sobre informações de Nunes Pereira, intitulada Tamba-tajá. É outra deliciosa lenda de fundo nativo, refletindo o amável fabulário que o índio teceu em torno da heraldíca dos nossos tinhorões. 

"Tamba-tajá, me faz feliz.
Que meu amor me queira bem.
Que o meu amor seja só meu,
de mais ninguém
que seja meu,
todinho meu,
de mais ninguém.

Tamba-tajá, me faz feliz,
assim o índio carregou sua macuri
para o roçado, para a guerra, para a morte,
assim carregue o nosso amor a boa sorte.

Tamba-tajá, me faz feliz.
Que mais ninguém possa beijar o que beijei,
Que mais ninguém escute aquilo que escutei,
nem possa olhar dentro dos olhos que eu olhei,
Tamba-tajá, tamba-tajá".


(Orico, Osvaldo. Vocabulário de crendices amazônicas. p.227-232)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Salsa-de-praia


A planta conhecida popularmente como salsa-de-praia, ou salsa-selvagem, é identificada cientificamente como Ipomea sp. É uma plantinha rasteira, muito comum no litoral de regiões tropicais e sub tropicais. É uma erva regida pela Lua .

Na tradição afro-brasileira essa planta é conhecida como GBÒRÒ AYABÀ, que vem do idioma iorubá e significa "aceita palavra da mãe".

É consagrada especialmente aos orixás Iemonjá e Olokun. É ligada à água, ao feminino, à lua. Usada na magia de forma geral para abrir caminhos e para sedução.

Na Umbanda é associada a Ọ̀ṣun, Yèmọnja, Ọya/Iyansan, Nana, Yewà. No culto Nagô é associada a Ọ̀ṣun, Yèmọnja, Ọya/Iyansan, Nana, Yewà. Na nação Jejê é associada as deidades Mikaia, Nanã. Na nação Bantu é associada as divindades Matamba, NZumba e Dandalunda.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Muçambê, matinho espinhoso e útil

Muçambê com flores

A planta muçambê (Cleome spinosa L.), também conhecida como sete-marias, muçambê-de-espinhos, muçambê-miúdo e beijo-fedorento, é indicada sobretudo para problemas pulmonares. 

USO MÍSTICO:
Na tradição mística afro-brasileira, é uma planta consagrada a Obaluaê e a linha das almas. É recomendado colher a planta na segunda-feira para utilização em banhos de energização e cura, feito com as folhas.

USO MEDICINAL:
O chá das folhas e flores é tônico digestivo. O sumo das folhas é usado em otite supurada e lavagem de feridas. O chá da raiz, bem como o lambedor, serve para tosse, asma e bronquite. A seguir, confira uma receita de um lambedor feito com muçambê para aliviar tosse.

LAMBEDOR DE MUÇAMBÊ
100 gramas de raiz de muçambê
1 xícara de açúcar
Meio copo de água
Lave bem a raiz de muçambê. Misture aos outros ingredientes, leve ao fogo baixo e deixe ferver destampado por 10 minutos. Deixe esfriar, coe e tome uma colher de sopa (ou de chá, no caso de crianças) três vezes ao dia.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Beldroega, Sagrada e Suculenta



A beldroega (Portulaca oleracea) é um planta que pertence à família Portulaceae, e também é conhecida pelos nomes portulaca, porcelana, salada-de-negro, beldroega-da-horta e caaponga. Na magia essa planta é utilizada para purificações de altares ou instrumentos, sob forma de lavagens. Ligada aos Deuses Obaluayê, Exú e Tempo. Em muitas comunidades rurais, se utilizam as folhas socadas são aplicadas sob ferimentos para auxiliar na cicatrização.

Beldroega crescendo em fresta de calçada
Essa planta vive mais de um ano, chega a medir 30 cm de altura (e tem um crescimento acelerado), é rasteira, possui flores espessas e carnudas e pequenas flores amarelas de cinco pétalas. A beldroega às vezes é confundida com erva daninha, pois tem tendência para brotar em plantações e cultivos “espontaneamente”, mas essa classificação para a planta é errada. O que ocorre é que a beldroega se desenvolve muito bem em locais de clima temperado, solos drenados e com muito sol, por isso costuma aparecer também em quintais, calçadas e terrenos abertos.

Nutricionalmente a beldroega é uma planta medicinal e apresenta várias propriedades benéficas para a saúde. Nos anos 80 foi alvo de alguns estudos bioquímicos e, entre todos os vegetais de folha escura até hoje examinados, ela foi apontada como a melhor fonte de ômega 3. É rica em cálcio, magnésio, potássio, ferro e zinco em concentrações que aumentam com a maturação das folhas.

Salada de batatas com beldroega, delicioso!
Na alimentação você pode usar as suas beldroegas, acabadas de colher, para compor uma salada, juntar aos restantes legumes numa sopa ou até mesmo fazer um purê, um bom acompanhamento para as refeições principais. O consumo das folhas auxilia na prevenção e no tratamento de determinadas doenças, como as cardiovasculares, hipertensão, diabetes, artrite e outros distúrbios inflamatórios e autoimunes e ainda no cancro.

O chá da beldroega é feito com as folhas, talos e sementes. Para preparar, ferva de 50 a 100g de beldroega para 1 litro de água durante alguns minutos. Em seguida, deixe a mistura “descansar” até ficar morna, coe se preferir. O chá pode ser consumido de 4 a 5 xícaras por dia. A vantagem está no sabor e na potencialização de suas propriedades, que são muito bem aproveitadas neste caso.


Propriedades da beldroega
Rica em ômega 3.
Possui vitaminas A, B e C.
Tem minerais como magnésio, cálcio, potássio, ferro e pigmento carotenoide.
Rica em glicose, frutose e sacarose.
É diurética, emoliente, emenagoga, laxativa, anti-inflamatória e possui a capacidade de estancar o sangue em hemorragias pequenas.


Uso terapêutico da Beldroega
Muito eficaz no tratamento de colesterol, doenças da bexiga, olhos, vermes, rins e vias urinárias.
Seu suco pode ser utilizado para tratar vários problemas (inflamações oculares, queimaduras, eczemas, erisipelas, calvície, entre outros), mas não sendo ingerido, diretamente aplicado.
Suas sementes quando ingeridas combatem vermes intestinais.
Usada para refogar outros vegetais em azeite de oliva e no preparo de sopas e guisados.


Não arranque! Caruru Cura, Caruru se come!

O Caruru (Amaranthus viridis L.) é uma planta da família das Amaranthaceae, muito comum em matagais urbanos do Brasil. Considerada por muitos como uma erva daninha, é arrancada das hortas sem dó, por desconhecimento de que ela também é um excelente alimento. Em tradições místicas afro-brasileiras, o caruru é uma erva consagrada a vários orixás, como Ogum, Oxóssi, Xangô, Oyá, Oxum, Oxalá e Iemonjá. 

Outros nomes dados ao Caruru são: Amaranto, Caruru-de-Cuia, Caruru-Rôxo, Caruru-de-Mancha, Caruru-de-Porco, Caruru-de-Espinho, Bredo-de-Chifre, Bredo-de-Espinho, Bredo-vermelho, Bredo.

São conhecidas muitas plantas da família das Amarantáceas. Em geral medem até 80cm. de altura, têm talo ereto e pouco ramificado. As folhas são verdes, simples, de bordas às vezes onduladas, com margens uniformes ou com lóbulos evidenciados.
Algumas espécies, apresentam uma mancha clara no centro das folhas. As flores são hermafroditas, dispostas em pequenos aglomerados, no ápice dos ramos ou nas axilas das folhas. As brácteas são ovais com a base mais larga. Reproduz-se por sementes, fácil e intensamente.

As folhas, talos e sementes do caruru são utilizados tanto na alimentação como no tratamento de doenças. É uma erva com propriedades lactígenas, rica em ferro, potássio, cálcio e vitaminas A, B1, B2 e C.

Na medicina caseira é usada para tratamento de hidropsia. Ajuda a defender o organismo contra as infecções, e é recomendado como preventivo no tratamento de problemas hepáticos. O infuso favorece a diurese e tem aplicação nas moléstias do fígado, na hidropsia e no catarro da bexiga.

É uma planta adstringente, anti-séptica, demulcente, diurética, regulador menstrual, tônica, vulnerária. Suas folhas são indicadas para tratamento de diarreia, disenteria, menorragia, gengivites, amidalites, corrimento vaginal, ferimento, hemorragia nasal e nos intestinos, leucorreia. 

Uso alimentar
E você sabia que o Caruru é uma planta comestível e extremamente nutritiva? Pois é, descobri há pouco tempo! As folhas e os talos do Caruru, após cozidos e escorridos, podem ser utilizados em refogados, molhos, tortas, pastéis e panquecas.

As sementes são usadas para fazer pães, e podem também ser ingeridas torradas. Nos dias atuais, pesquisadores de vários países, vêm se dedicando em resgatar esta planta, como uma espécie vegetal capaz de ajudar a enfrentar a alarmante situação de fome e desnutrição, a que estão sujeitos alguns países, por sua rusticidade, seu fácil cultivo, paladar agradável e ótimas qualidades nutricionais de suas folhas, talos e sementes, das quais se pode extrair farinha.

No passado, o caruru foi amplamente consumido e prestigiado por antigas civilizações das Américas Central e do Sul, onde existem registros arqueológicos que revelam seu cultivo há milhares de anos. Era associado ao milho, como planta sagrada! E o povo aqui do Brasil arrancando a coitada como se fosse mato... até eu já arranquei, mas nada como o conhecimento para abrir nossos olhos para a riqueza que nos cerca!

TRATAMENTOS CASEIROS COM CARURU

Para diarreia, disenteria ou hemorragia nos intestinos.
Modo de usar:
Infusão ou decocção para uso interno;
Duas colheres de sopa de folhas e flores secas em 1 litro de água fervente. Três xícaras de chá ao dia: 

Para lavagem de ferimentos, hemorragias, aftas, ulcerações bucais e irrigações vaginais.
Modo de usar:
Infusão ou decocção para uso externo;
Seis colheres de sopa de folhas e flores secas em um litro de água: gargarejos e bochechos para aftas e ulcerações bucais. Para irrigações vaginais, compressas.

OBS.: Algumas plantas também são chamadas de Caruru, mas não são da família das Amarantáceas. Antes de utilizar para finalidades terapêuticas é aconselhável buscar auxílio de fitoterapeuta.

Melão-de-São-Caetano

Muita gente que passar por terrenos baldios e matagais já deve ter visto essa plantinha que se alastra naturalmente, mas poucos sabem reconhecer sua importância e utilidades. O melão-de-são-caetano é uma planta do gênero botânico Momordica, pertencente à família Cucurbitaceae. É muito conhecido como "melãozinho".

De origem asiática, foi trazido da África pelos escravos. Esse cipó é muito comum em cercas e entulhos de terrenos abandonados. Seu fruto cor de ouro com espinhos moles na superfície se abre espontaneamente em 3 partes, quando maduro mostra suas sementes vermelhas comestíveis de grande beleza e paladar suave, muito apreciado pelas crianças.

A infusão dos frutos maduros é boa para curar hemorróidas. As folhas desta planta eram usadas pelas lavadeiras para clarear a roupa. Os escravos usavam o seu chá em banhos que facilitavam o parto e baixava febres.

No Brasil, os frutos são consumidos principalmente pela comunidade nipo-brasileira. São colhidos e vendidos verdes em feiras livres na cidade de São Paulo onde se concentram estas comunidades. Podem ser consumidos também em alguns restaurantes japoneses mais tradicionais.

São popularmente conhecidos entre eles como nigauri, nigagori ou goya, sendo esta última denominação utilizada pelos descendentes provindos da província de Okinawa, onde consome-se muito este fruto. Seu nome Melão-de-são-caetano se deve aos escravos que se estabeleceram na região das minas auríferas e plantaram ao redor de uma capelinha em Mariana. O padroeiro da capela era S. Caetano e os frutos parecidos com melão. Daí o nome Melão de São Caetano.


INDICAÇÃO: Chá de Melão de São Caetano é útil para tratamento de diabetes, diarreia, resolutiva, febrífugo, cólicas abdominais, colite, menstruações difíceis, problemas gástricos, resfriado e reumatismo.

USO EXTERNO: Eczemas, ferimentos, furúnculos, tumores e piolhos.

COMO FAZER: Coloque 2 colheres de sopa de erva para um litro de água, quando a água alcançar fervura, desligue. Tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos. Em seguida, é só coar e beber.

COMO BEBER: Tomar de 2 a 3 xícaras ao dia.

USO MÍSTICO: Regida por Marte. Em tradições afro-brasileiras, essa erva vibra na irradiação de Obaluaiê e também na irradiação de Xangô. Seu poder está ligado ao dinheiro e à proteção. Sua raiz pode substituir a raiz de Mandrágora, por isso o melão-de-são-caetano também é conhecido como mandrágora inglesa. A raiz colocada na entrada da casa protege seus moradores. Numa noite de lua crescente coloque um pedaço da raiz em cima do dinheiro que tiver na carteira. Deixe esta noite no sereno e retire-o antes que o Sol nasça. Coloque o dinheiro na carteira e use normalmente e guarde a raiz para repetir na próxima lua crescente. Faça todo mês e nunca ficará sem dinheiro.

OBS.: Antes de utilizar para finalidades terapêuticas, consulte um fitoterapeuta.

domingo, 3 de abril de 2011

Priprioca: A raiz encantada do Amazonas

Priprioca ou piripirioca, nomes pelos quais a espécie Cyperus articulatus L. é conhecida. Essa planta aromática e medicinal é encontrada na região da Amazônia e pertence a família das ciperáceas. Atualmente seu óleo essencial vem sendo amplamente utilizado na indústria de perfumaria e cosmética, por conta de seu agradável aroma amadeirado e suave.

O renomado folclorista Luís da Câmara Cascudo cita em sua obra, "Dicionário do Folclore Brasileiro", uma lenda indígena que foi colhida em tupi por Brandão de Amorim. Essa lenda fornece uma explicação dos índios Manaus (da raça Aruaca) sobre o surgimento da priprioca, que eu achei bem interessante e nos ajuda a entender um pouco sobre os usos mágicos que o povo faz dessa planta.


A lenda conta que na tribo dos Manaus existia um ser misterioso chamado Piripiri, um guerreiro que era meio material e meio espiritual, que exalava um perfume intenso e inebriante por onde passava. O perfume era tão mágico que atraía a atenção de todas as donzelas da aldeia. As índias, enfeitiçadas pelo aroma, tentavam a todo custo prender o ser misterioso, mas nunca conseguiam, pois Piripiri, ao ser capturado, sempre se transformava em vapor e escapava.

Vendo que não conseguiam aprisioná-lo, algumas moças da aldeia recorreram ao pajé Supi, que lhes aconselhou utilizar amarrar os pés de Piripiri com fios de cabelo.


Na mesma noite, as jovens aguardaram até Piripiri dormir. Quando ele adormeceu, as índias o amarraram com os fios de cabelo e adormeceram ao seu lado. Enquanto as índias dormiam Piripiri se transformou novamente em fumaça e desapareceu para nunca mais voltar. Quando o dia amanheceu as moças encontraram apenas uma raiz perfumada no lugar onde Piripiri estava amarrado.



Desesperadas, as jovens foram até o pajé Supi para tentar entender o que havia ocorrido. Supi lhes explicou que Piripiri havia se transformado na constelação de Arapari (Três Marias) e que tinha lhes deixado a raiz aromática como presente. O sábio pajé Supi também ensinou as moças a utilizar o perfume daquela raiz mágica para enfeitiçar o coração dos homens.


A partir daí, a planta recebeu o nome de "piripiri-oca", que significa "morada de Piripiri". A raiz é usada até hoje em diversas magias e para a fabricação de poções de sedução e sorte. Uma infinidade de banhos mágicos atrativos podem ser feitos com as raízes.



Canela-de-velho (Caneleiro)

* Nome científico: Cenostigma macrophyllum Tul. var. acuminata
* Família: Fabaceae
* Outros nomes: Canela-de-velho; fava-do-campo; maraximbé

O caneleiro é uma bela árvore que foi inclusive adotada como símbolo da cidade de Teresina (PI), por ter sido muito usada na arborização dessa cidade. Essa árvore apresenta uma curiosa resistência ao fogo, rebrotando com certa facilidade após incêndios. 

É uma árvore regida pelo sol e propicia bons resultados em magias para brilho pessoal, força, vigor e expulsão de seres trevosos.

Também beneficia atividades intelectuais através da defumação de suas flores secas e trituradas. Para ser usada em magia, deve ser colhida preferencialmente num domingo, durante o dia. A seguir, as partes do caneleiro e suas respectivas funções mágicas.

* Casca: Força, vigor, resistência, coragem, superação de desafios.
* Flores: Beneficia atividades intelectuais, traz iluminação, enxota seres trevosos, propicia brilho pessoal. Em rituais, suas flores também podem ser ofertadas para deuses solares, como Lugh, Apolo, Belenus e outros.
* Sementes e frutos: Fertilidade, prosperidade, abundância, dinheiro.
* Galhos/ Madeira: Pode ser usada para a confewcção de varinhas mágicas ou vassoras para banimentos.





terça-feira, 22 de março de 2011

A Magia da "planta-cobra" e do "tajá"

Em meu jardim cultivo duas espécies de plantas mágicas cercadas de mistérios, são elas a "planta-cobra" e o "tajá", das quais falo um pouco no vídeo a seguir.

domingo, 20 de março de 2011

Batata-de-Purga

* Nome científico: Convolvulus sperculatus; Operculina altissima.
* Família: Convolvuláceas.
* Outros nomes: Jalapa; raiz-de-jeticuçu; mechoacão; mechoacão-do-peru; briônia-da-américa; flor-de-quatro-horas; ruibarbo-branco; vinha-do-diabo.

Essa é uma planta bem rústica, com propriedades tanto mágicas como medicinais, mas é preciso ter cautela com seu uso, pois em altas doses ela pode ser venenosa. 

A batata da planta é depurativa, purgativa, laxativa e previne a meningite. Combate irregularidades menstruais e hemorragia nasal. Para tratar doenças, sempre deve ser usada com acompanhamento médico, para evitar complicações e envenenamentos.

É uma trepadeira mágica regida pela Lua. Quando comecei a cultivá-la, comprei algumas sementes no mercado e plantei, as sementes germinaram em poucos dias. Caso você resolva plantá-la para uso mágico, deve escolher um vaso grande, com terra bem adubada e fofa, com uma estaca de madeira enfiada no meio, para que a planta possa se enroscar. Se quiser também pode desenhar símbolos mágicos de proteção na estaca, para potencializar a magia da planta. Essa trepadeira é um concentrador fluídico e confere proteção mágica, pois absorve energias densas do local, realizando uma espécie de filtragem. 

Os ramos de batata de purga também podem ser usados em feitiços de união. Quando servem para este fim, usam-se dois bonecos de pano (representando os que devem ser unidos) e se amarra os mesmos com ramos de batata-de-purga. Depois de amarrados, os bonecos devem ser enterrados junto a raiz dessa planta, para que  a união se fortaleça a medida que a planta cresce. Se a planta murchar ou morrer, é preciso refazer o feitiço. Se as pessoas se tornarem muito "grudentas" devido aos efeitos da magia, o feitiço pode ser desfeito, basta matar a planta, desenroscar e queimar os bonecos. Esse feitiço pode ser feito para unir amigos, familiares ou amantes, mas particularmente recomendo que não se use para magias de amarração, pois creio que seria um uso muito egoísta. 


sábado, 22 de janeiro de 2011

Jibóia: A Trepadeira Encantada

* Nome Científico: 
Sob o nome de Jibóia são conhecidas diversas espécies de trepadeiras. Dentre algumas espécies estão:
- Scindapsus aureus (Rainha-Marmórea/ Jibóia-branca)
- Philodendron scandens (Jibóia-verde)
- Epipremnum pinnatum
* Nomes Vulgares: 
Jibóia; era-do-diabo; rainha-marmórea; jibóia-verde.

As jibóias são plantas encantadas, as referências aos poderes sobrenaturais dessas plantas são mais comuns na região norte e nordeste do Brasil, onde várias lendas envolvem o vegetal. No que diz respeito a regência astrológica são plantas de marte. 

Cultivada em casa, uma jibóia protege os moradores contra energias nocivas que podem ser enviadas por visitas desagradáveis, bem como afasta tais visitantes.

Algumas pessoas acreditam que quando uma jibóia é cultivada onde há uma mulher solteira, a planta é capaz de atrasar ou atrapalhar um futuro casamento, pois afasta possíveis pretendentes. 

Algumas crendices populares contam que esta planta é capaz de atrair uma cobra. Outras lendas contam que a tal cobra da planta não é física, mas sim espiritual, seria um espírito guardião do vegetal, que protege a planta e aquele que cuida dela. 

Há versões de lendas que falam sobre um ritual em que esse espírito guardião seria despertado, na linguagem popular, esse tipo de prática é chamada de "curar a planta", ou seja, despertar sua magia. Conversando um pouco com minha avó, ouvi uma versão de que a jibóia teria de ser curada com uma espécie de água de fumo. É o seguinte, é como se o espírito da planta estivesse dormindo e, para ser despertado, precisace receber um tratamento com uma espécie de poção. 

Em uma das versões que conheço, essa poção é feita com um punhado de tabaco desmanchado em água. A pessoa que cuida da planta deve regar a planta com essa água durante toda sexta-feira, para que o espírito vegetal, agradecido, proteja a casa. Em outras versões há registros de que pessoas regam a planta todos os dias, ou em intervalos de tempo diferentes.

Outra lenda curiosa que envolve a jibóia conta que quando algum morador da casa está prestes a falecer, a planta começa a derramar lágrimas, em forma de exagerada quantidade de orvalho que sai das folhagens. No geral, por experiência própria posso afirmar que a jibóia é uma excelente planta mágica de proteção. Quando cultivada em casa, aconselho que se coloque o vaso em uma área aberta, perto da entrada ou da janela.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Cipó-Chumbo

* Nome Científico: Cuscuta umbellata.
* Família: Convolvuláceas.
* Outros Nomes: Cipó-dourado; fios-de-ouro; xirimbeira; cuscuta.
* Regência Astrológica: Saturno.
* Propriedades Medicinais:
O pó da planta seca pode ser aplicado sobre feridas e úlceras para apressar a cicatrização. O suco fresco é útil para curar amigdalite e rouquidão (deve ser apenas gargarejado, nunca engolido). Também possui proprieddes adstringentes, diuréticas e combate diaréias.

* Propriedades Mágicas:
Proporciona "a alegria de um através da tristeza do outro". O cipó-chumbo é uma planta parasita que mata sua planta hospedeira. Simboliza a traição e a ingratidão. Essa planta favorece a absorção de energias (pode ser usada como pára-raios energético) e a vampirização. Beneficia vampiros, ladrões, aproveitadores e interesseiros. É símbolo de velhice, doença e morte. Pode ser usada tanto para magias positivas como para magias negativas. Para potencializar a carga "negativa" da planta, colha-a em um sábado, na hora de saturno ou marte.

*Magias com Cipó-Chumbo:
A seguir descrevo duas práticas mágicas onde o cipó-chumbo é utilizado. Umas das práticas é uma espécie de "facilitador de aprendizado", enquanto a outra prática é usada para absorver energias de alguém, com intenções de prejudicar o alvo do feitiço.

01 - Magia Benéfica: Para facilitar o Estudo e o Aprendizado
Apanhe um punhado de Cipó-chumbo e coloque dentro de um saquinho amarelo (de pano virgem, que ainda não tenha sido usado) com seu nome escrito nele. Coloque o saquinho de pano dentro do livro que você estiver estudando, pois dessa forma terá mais clareza e facilidade de entendimento na leitura. Pode usar o mesmo saquinho mágico por várias vezes.

02 - Magia Maléfica: Para "vampirizar" alguém
Para roubar as energias de alguém (ou até mesmo bloquear as energias de quem esteja querendo lhe causar mal) escreva o nome da pessoa em um papel e enterre na raiz de alguma planta que esteja sendo hospedeira do cipó-chumbo (você também pode enterrar o papel em outro lugar e jogar as cinzas de cipó chumbo por cima). Enquanto faz isso, diga:
" Cipó-chumbo maldito, assim como vampiriza tua planta hospedeira, tira também a energia de fulano para que ele(a) definhe aos poucos até estar seco como uma planta sem vida".

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Os Benefícios da "Fruta-Pão"

A fruta-pão (Artocarpus incisa) é uma árvore da família das moráceas, nativa do norte de nordeste do Brasil. Recebe influência astrológica do Sol e de Júpiter. Suas folhas possuem um formato que lembra labaredas de fogo, seu fruto é uma escultura natural do Sol. A fruta-pão possui propriedades laxantes. Podem ser aplicadas fatias quentes dessa fruta sobre furúnculos, para tratá-los. Das sementes pode ser extraída uma espécie de fécula que se come tostada ou cozida. O sabor dessa fécula é semelhante ao das castanhas e faz bem, pois tonifica o estômago e os rins. As folhas dessa árvore são usadas em banhos medicinais que tratam de dores reumáticas. O látex encontrado nessa planta é característica lunar e pode ser usado para combater (expelir) as hérnias das crianças. Na magia, associa-se o formato das folhas ao fogo, podendo as mesmas serem utilizadas em ritos envolvendo a energia das salamandras e defumações para prosperidade.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ciúme!

O título pode fazer você pensar que vou falar sobre o sentimento de ciúme, mas na verdade vou escrever um pouco sobre uma planta que é bastante comum em regiões litorâneas. Inclusive pode ser encontrada em abundância nas praias do Litoral piauiense. Seu nome científico é Calotropis procera, mas ela também é conhecida popularmente como:

algodão-de-seda,
paininha-de-seda,
flor-de-seda,
peninha-de-anjo,
papai-noel,
leiteiro,
queimadeira,
janaúba
e ciúme.

Esta planta possui influência astrológica de Mercúrio (sementes disseminadas pelos ventos) e Lua (látex). É um vegetal consagrado ao elemento Ar. Na magia podem se defumar os pelinhos das sementes para evocar a presença dos elementais do Ar. O látex simboliza a dor provocada por alguma perda. A planta também pode ser utilizada em marcação do ponto leste, no círculo mágico ritualístico.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Magia do Urucum

O urucum é uma planta brasileira regida por marte, procicia a energia da coragem, da força e da guerra. Ajuda em batalhas diárias. O urucum é muito usada por indígenas brasileiros para afugentar os insetos e também era usada na pintura ritual para batalhas entre tribos e para o momentos de festas e em caças.
Pode ser usada sob forma de defumações, amuletos e talismãs para coragem, afastar males e ajudar na vitória em batalhas da vida diária.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A Magia do Buriti

Classificação Botânica
* Divisão: Magnoliophyta.
* Classe: Liliopsida.
* Ordem: Arecales.
* Família: Arecaceae (Palmáceas).
* Género: Mauritia.
* Nome Científico: Mauritia sp.

O buriti (ou buritizeiro) é a maior palmeira do Brasil, podendo atingir uma altura de 50 metros. É influenciada astrologicamente pela Lua e pelo Sol. Suas belas folhas são representações do Sol. Sua influência lunar pode ser percebida pela estreita relação entre a palmeira e a água. As folhas secas podem ser usadas para a confecção de ótimas vassouras mágicas, pois possuem propriedades solares que possibilitam banimentos e também possuem influência lunar que pode ajudar em viagens astrais.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Magia do Pau-Brasil

Muita gente não sabe que o pau-brasil também é utilizado nos cultos místicos. Além de possuir vários usos já conhecidos, esta árvore genuinamente brasileira também é cheia de místérios! Conheça agora a magia do pau-brasil!

*Nome Científico: Caesalpinia echinata (planta que deu nome ao Brasil)
*Reino: Plantae
*Divisão: Magnoliophyta
*Classe: Magnoliopsida
*Ordem: Fabales
*Família: Fabaceae
*Subfamília: Caesalpinioideae
*Gênero: Caesalpinia

*Pau-brasil em outras línguas
-Alemão: Brasilholz
-Chinês: 巴西红木 (bāxī hóngmù)
-Dinamarquês: Brasiltræ
-Inglês: Brazilwood
-Espanhol: Palo Brasil
-Esperanto: Brazil-arbo
-Francês: Pernambouc
-Japonês: ブラジルボク (burajiruboku)

*Uso Místico do Pau-Brasil
*Regência Astrológica: Sol (regente dominante); Júpiter (regente secundário).
*Horário de colheita: Deve ser colhida durante o dia (antes que anoiteça), em um domingo ou quinta-feira, no horário do Sol.
Propriedades
*Madeira: Produz ótimas varinhas ritualísticas; relacionada a força e coragem.
*Flores: Brilho pessoal, luz, criatividade, energia, afasta trevas.
*Folhas: descaregos energéticos.
*Sementes: Prosperidade e Fertilidade.

*OBS: O pau-brasil também recebe influência astrológica e Marte.

USOS
-Patuás (especialmente para prosperidade e fertilidade).
-Defumações (folhas->banimentos, descarrregos).
-Talismãs
-Poções (águas de cheiro, banhos, etc)

sábado, 20 de setembro de 2008

Magia Verde: A Magia da Carnaúba

CARNAÚBA
Classificação Científica :
*Reino: Plantae.
*Divisão: Magnoliophyta.
*Classe: Liliopsida.
*Ordem: Arecales.
*Família: Arecaceae.
*Gênero: Copernica.
*Espécie: Copernicia prunifera.
*Nome binomial: Copernicia prunifera. (Miller) H.E. Moore.


Uma árvore abundante na região de Nordeste do Brasil, a carnaúba, além de possuir diversos usos na medicina alternativa e na produção de cera, ainda tem diversas aplicações na magia. É uma planta tão rica que ficou conhecida por alguns como "Arvore da vida". O nome Carnaúba é derivado do idioma Tupi e significa "Árvore que arranha", por causa do tronco espinhoso que a planta possui. É conhecida também por diversos outros nomes, tais como: Caranaíba; Carandaúba; Carnaba; Carnahyba e Carnaúva.
A Carnaúba é uma planta regida pelo Sol, ou seja, possui em si a energia e a magia deste astro. Seu elemento é o Fogo. Em usos mágicos, as folhas da planta servem para a confecção de ótimas vassouras para banimento, pois a influência de Marte que também se faz presente nessa planta ajuda a banir más energias.Em defumações, as folhas ajudam a dissipar males. A planta é associada a força, resistência, vitória e coragem. Os "espinhos" das folhas podem ser extraídos e usados na confecção de pára-raios energéticos, pois é um ótimo método para evitar efeitos de mau-olhado, inveja, magia negra, etc. Para fazer um pára-raios energético é simples, você pode fazer colocando espinhos de carnaúba juntos com pimenta enfiados em uma cumbuca de sal, dessa maneira estará evitando que a influência negativa possa lhe atingir!

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