quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O encanto dos Tajás

Extraído e adaptado de Jangada Brasil

Não é apenas pelo seu feitio decorativo que o tajá (Caladium bicolor) é festejado na Amazônia como planta de estimação. Mais do que pela esbelteza das folhas, pela graça e pela elegância do corte, pela simplicidade geométrica das linhas, ele possui segredos e mistérios que só a alma cabocla entende e aprecia. 

Enorme é a variedade dessas plantas que formam as vistosas e esmeradas toiças da planície: tajapeba, com a sua raiz chata; o tajá-piranga, de uma coloração vermelha, belo aspecto, perigoso pelo veneno, e cujas raízes eram utilizadas pelos indígenas do Uaupés como o castigo para as mulheres curiosas que se atreviam a espiar as cerimônias maçônicas do Jurupari, o tajá-pinima, o tajá tatuado, cheio de manchas; o tajá grande, o tajá preto, o tajá-de-sol, o tajá membeca, o tajá-puru, este a espécie mais sugestiva e preferida pelas virtudes que lhe são atribuídas às raízes de fazer-nos felizes nos amores e afortunados e bem sucedidos na caça e na pesca.

Possuindo uma heráldica, uma tradição cativante que o recomenda às preferências domésticas, já pelo talho ornamental, já pelos irresistíveis dotes talismânicos, o tajá é visto em profusão nas casas de família de Belém e Manaus e espalha-se pelas habitações de todo o interior, graças aos poderes secretos que lhe emprestam os mestres da pajelança local.

Possuem os tajás uma história poética, uma origem lendária, que Nunes Pereira colheu no alto do Rio Branco e divulgou no primeiro número do Boletim da Sociedade Felipe d’Oliveira – Lanterna verde. Vai aqui um resumo:

Esses índios macuxis, que viviam ao sabor das hordas inimigas, sem pouso certo, ora às margens do Uraricuéra, do Kuting e do Surumuru, ora insulados em Maracá – eram o mais doloroso atestado de fraqueza e covardia entre o espetáculo de bravura das tribos circunvizinhas.

De quando em quando os purukotós, os rekunas, os talipangs, os wapischauas topavam-nos, em pequenas guerrilhas, onde nem sequer as menores destrezas épicas sobressaiam, e lá se iam eles fixar novas malocas e tabas, foragidos do antigo pouso solitário para buscar na fortaleza da terra aquilo que o braço lhes negava.

Não tinha tantas mulheres nem irmãos, e o amor não morava entre eles como uma coisa pura e sagrada.

Veio, porém, para a raça desprezível dos macuxis o seu dia de redenção.

Pakalamoka, sem que ninguém soubesse, saiu de sua taba, sorrateiro e solerte, e foi buscar a salvação da tribo nos conselhos da Mãe-do-Mato. Contou as misérias da sua gente, falou dos combates desesperados e trágicos, dos quais voltavam reduzidos, na vileza das fugas precipitadas.

A Mãe-do-Mato esqueceu as sementes que andava a enterrar pelos desvãos da floresta e ensinou ao índio o meio de livrar o povo enfraquecido das doenças e do Keyemé para que dominasse a terra nos milagres do amor e da vida.

Quando a lua clareou a planície, já encontrou Pakalamoka a caminho de um campo aberto, onde as palmeiras não flabelavam os leques felizes e onde existia um lago que há muito não dessendentava os animais dos arredores.

Quase ao fim da jornada, o índio deparou um bando alacre de korotoikós voando em direção à lua em terrível algazarra.

Pakalamoka fixou a que voava mais alto, e arremessou-lhe a flecha certeira. A ave caiu adiante. Ele se aproximou, reuniu-lhe em torno do capim tostado de sol e galhos partidos pelo vento, e, friccionando duas pedras de fogo que trouxera, inflamou os gravetos e a grama, e a fogueira se elevou pela noite clara.

Pakalamoka deitou-se perto e dormiu.

Pela manhã, quando Pakalamoka acordou – informa o narrador – em redor dele e dentro e em redor do lago, se aglomeravam os tajás que as macuxis hoje conhecem – com folhas de vários feitios e cores deslumbrantes.

E todos esses tajás tinham virtudes especiais.

E o novo pajé, que se tornou Pakalamoka, deles se servia preferentemente.

Havia o tajá, que defende a roça e a casa do índio.

Havia o tajá, que torna o índio bom caçador e bom pescador.

Havia o tajá, que torna o índio invisível aos inimigos e aos olhos mesmo do Keyemé.

Havia o tajá, que o poupa das fadigas da guerra, da pesca, da caça e das viagens.

Havia o tajá, que o faz ganhar nas provas e nas lutas tradicionais da tribo.

Havia o tajá, que o faz querido das mulheres...

Pakalamoka arrancou os tajás (como lhe ensinou a Mãe-do-Mato) necessários ao trabalho, à saúde, à paz, aos amores e à felicidade dos macuxis, levando-os para o seu povo.

E é por isso que a tribo se fez numerosa, dela fogem os seus inimigos, nunca lhe faltam os peixes e a caça, cessaram as doenças e os índios e as índias têm filhos robustos".

É variada e encantadora, na Amazônia, a superstição do tajá. Existe na família das aroideas uma profusão de espécies que se prestam, admiravelmente, às abusões do povo. Entre estas, vale citar o tajá-cobra. Diz-se que protege a casa contra os ladrões. Uma folha, posta na parede, estende-se em volta e toma conta do domicílio. Se este é visitado por gatunos, o tajá-cobra reconhece o meliante e dá-lhe o bote, tal como o faria uma serpente. História semelhante é atribuída ao tajá-onça.

A mais bela versão é, entretanto, emprestada ao tajá-sol. Possui este, no centro da folha, uma grande mancha vermelha com o formato de um coração cercado pela moldura verde. Quando os índios estavam longe de sua amada e sentiam a necessidade de vê-la, recorriam a um processo mais veloz que o aeroplano e menos dispendioso que a televisão. Gritavam pelo nome da pessoa desejada, no centro do tajá-sol. E logo a imagem do ente querido aparecia na parte rubra da folha, como num espelho incendiado pelo poder da ausência.

No nosso folclore musical existe, hoje, uma linda canção, composta por Waldemar Henrique sobre informações de Nunes Pereira, intitulada Tamba-tajá. É outra deliciosa lenda de fundo nativo, refletindo o amável fabulário que o índio teceu em torno da heraldíca dos nossos tinhorões. 

"Tamba-tajá, me faz feliz.
Que meu amor me queira bem.
Que o meu amor seja só meu,
de mais ninguém
que seja meu,
todinho meu,
de mais ninguém.

Tamba-tajá, me faz feliz,
assim o índio carregou sua macuri
para o roçado, para a guerra, para a morte,
assim carregue o nosso amor a boa sorte.

Tamba-tajá, me faz feliz.
Que mais ninguém possa beijar o que beijei,
Que mais ninguém escute aquilo que escutei,
nem possa olhar dentro dos olhos que eu olhei,
Tamba-tajá, tamba-tajá".


(Orico, Osvaldo. Vocabulário de crendices amazônicas. p.227-232)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Salsa-de-praia


A planta conhecida popularmente como salsa-de-praia, ou salsa-selvagem, é identificada cientificamente como Ipomea sp. É uma plantinha rasteira, muito comum no litoral de regiões tropicais e sub tropicais. É uma erva regida pela Lua .

Na tradição afro-brasileira essa planta é conhecida como GBÒRÒ AYABÀ, que vem do idioma iorubá e significa "aceita palavra da mãe".

É consagrada especialmente aos orixás Iemonjá e Olokun. É ligada à água, ao feminino, à lua. Usada na magia de forma geral para abrir caminhos e para sedução.

Na Umbanda é associada a Ọ̀ṣun, Yèmọnja, Ọya/Iyansan, Nana, Yewà. No culto Nagô é associada a Ọ̀ṣun, Yèmọnja, Ọya/Iyansan, Nana, Yewà. Na nação Jejê é associada as deidades Mikaia, Nanã. Na nação Bantu é associada as divindades Matamba, NZumba e Dandalunda.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Muçambê, matinho espinhoso e útil

Muçambê com flores

A planta muçambê (Cleome spinosa L.), também conhecida como sete-marias, muçambê-de-espinhos, muçambê-miúdo e beijo-fedorento, é indicada sobretudo para problemas pulmonares. 

USO MÍSTICO:
Na tradição mística afro-brasileira, é uma planta consagrada a Obaluaê e a linha das almas. É recomendado colher a planta na segunda-feira para utilização em banhos de energização e cura, feito com as folhas.

USO MEDICINAL:
O chá das folhas e flores é tônico digestivo. O sumo das folhas é usado em otite supurada e lavagem de feridas. O chá da raiz, bem como o lambedor, serve para tosse, asma e bronquite. A seguir, confira uma receita de um lambedor feito com muçambê para aliviar tosse.

LAMBEDOR DE MUÇAMBÊ
100 gramas de raiz de muçambê
1 xícara de açúcar
Meio copo de água
Lave bem a raiz de muçambê. Misture aos outros ingredientes, leve ao fogo baixo e deixe ferver destampado por 10 minutos. Deixe esfriar, coe e tome uma colher de sopa (ou de chá, no caso de crianças) três vezes ao dia.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Beldroega, Sagrada e Suculenta



A beldroega (Portulaca oleracea) é um planta que pertence à família Portulaceae, e também é conhecida pelos nomes portulaca, porcelana, salada-de-negro, beldroega-da-horta e caaponga. Na magia essa planta é utilizada para purificações de altares ou instrumentos, sob forma de lavagens. Ligada aos Deuses Obaluayê, Exú e Tempo. Em muitas comunidades rurais, se utilizam as folhas socadas são aplicadas sob ferimentos para auxiliar na cicatrização.

Beldroega crescendo em fresta de calçada
Essa planta vive mais de um ano, chega a medir 30 cm de altura (e tem um crescimento acelerado), é rasteira, possui flores espessas e carnudas e pequenas flores amarelas de cinco pétalas. A beldroega às vezes é confundida com erva daninha, pois tem tendência para brotar em plantações e cultivos “espontaneamente”, mas essa classificação para a planta é errada. O que ocorre é que a beldroega se desenvolve muito bem em locais de clima temperado, solos drenados e com muito sol, por isso costuma aparecer também em quintais, calçadas e terrenos abertos.

Nutricionalmente a beldroega é uma planta medicinal e apresenta várias propriedades benéficas para a saúde. Nos anos 80 foi alvo de alguns estudos bioquímicos e, entre todos os vegetais de folha escura até hoje examinados, ela foi apontada como a melhor fonte de ômega 3. É rica em cálcio, magnésio, potássio, ferro e zinco em concentrações que aumentam com a maturação das folhas.

Salada de batatas com beldroega, delicioso!
Na alimentação você pode usar as suas beldroegas, acabadas de colher, para compor uma salada, juntar aos restantes legumes numa sopa ou até mesmo fazer um purê, um bom acompanhamento para as refeições principais. O consumo das folhas auxilia na prevenção e no tratamento de determinadas doenças, como as cardiovasculares, hipertensão, diabetes, artrite e outros distúrbios inflamatórios e autoimunes e ainda no cancro.

O chá da beldroega é feito com as folhas, talos e sementes. Para preparar, ferva de 50 a 100g de beldroega para 1 litro de água durante alguns minutos. Em seguida, deixe a mistura “descansar” até ficar morna, coe se preferir. O chá pode ser consumido de 4 a 5 xícaras por dia. A vantagem está no sabor e na potencialização de suas propriedades, que são muito bem aproveitadas neste caso.


Propriedades da beldroega
Rica em ômega 3.
Possui vitaminas A, B e C.
Tem minerais como magnésio, cálcio, potássio, ferro e pigmento carotenoide.
Rica em glicose, frutose e sacarose.
É diurética, emoliente, emenagoga, laxativa, anti-inflamatória e possui a capacidade de estancar o sangue em hemorragias pequenas.


Uso terapêutico da Beldroega
Muito eficaz no tratamento de colesterol, doenças da bexiga, olhos, vermes, rins e vias urinárias.
Seu suco pode ser utilizado para tratar vários problemas (inflamações oculares, queimaduras, eczemas, erisipelas, calvície, entre outros), mas não sendo ingerido, diretamente aplicado.
Suas sementes quando ingeridas combatem vermes intestinais.
Usada para refogar outros vegetais em azeite de oliva e no preparo de sopas e guisados.


Não arranque! Caruru Cura, Caruru se come!

O Caruru (Amaranthus viridis L.) é uma planta da família das Amaranthaceae, muito comum em matagais urbanos do Brasil. Considerada por muitos como uma erva daninha, é arrancada das hortas sem dó, por desconhecimento de que ela também é um excelente alimento. Em tradições místicas afro-brasileiras, o caruru é uma erva consagrada a vários orixás, como Ogum, Oxóssi, Xangô, Oyá, Oxum, Oxalá e Iemonjá. 

Outros nomes dados ao Caruru são: Amaranto, Caruru-de-Cuia, Caruru-Rôxo, Caruru-de-Mancha, Caruru-de-Porco, Caruru-de-Espinho, Bredo-de-Chifre, Bredo-de-Espinho, Bredo-vermelho, Bredo.

São conhecidas muitas plantas da família das Amarantáceas. Em geral medem até 80cm. de altura, têm talo ereto e pouco ramificado. As folhas são verdes, simples, de bordas às vezes onduladas, com margens uniformes ou com lóbulos evidenciados.
Algumas espécies, apresentam uma mancha clara no centro das folhas. As flores são hermafroditas, dispostas em pequenos aglomerados, no ápice dos ramos ou nas axilas das folhas. As brácteas são ovais com a base mais larga. Reproduz-se por sementes, fácil e intensamente.

As folhas, talos e sementes do caruru são utilizados tanto na alimentação como no tratamento de doenças. É uma erva com propriedades lactígenas, rica em ferro, potássio, cálcio e vitaminas A, B1, B2 e C.

Na medicina caseira é usada para tratamento de hidropsia. Ajuda a defender o organismo contra as infecções, e é recomendado como preventivo no tratamento de problemas hepáticos. O infuso favorece a diurese e tem aplicação nas moléstias do fígado, na hidropsia e no catarro da bexiga.

É uma planta adstringente, anti-séptica, demulcente, diurética, regulador menstrual, tônica, vulnerária. Suas folhas são indicadas para tratamento de diarreia, disenteria, menorragia, gengivites, amidalites, corrimento vaginal, ferimento, hemorragia nasal e nos intestinos, leucorreia. 

Uso alimentar
E você sabia que o Caruru é uma planta comestível e extremamente nutritiva? Pois é, descobri há pouco tempo! As folhas e os talos do Caruru, após cozidos e escorridos, podem ser utilizados em refogados, molhos, tortas, pastéis e panquecas.

As sementes são usadas para fazer pães, e podem também ser ingeridas torradas. Nos dias atuais, pesquisadores de vários países, vêm se dedicando em resgatar esta planta, como uma espécie vegetal capaz de ajudar a enfrentar a alarmante situação de fome e desnutrição, a que estão sujeitos alguns países, por sua rusticidade, seu fácil cultivo, paladar agradável e ótimas qualidades nutricionais de suas folhas, talos e sementes, das quais se pode extrair farinha.

No passado, o caruru foi amplamente consumido e prestigiado por antigas civilizações das Américas Central e do Sul, onde existem registros arqueológicos que revelam seu cultivo há milhares de anos. Era associado ao milho, como planta sagrada! E o povo aqui do Brasil arrancando a coitada como se fosse mato... até eu já arranquei, mas nada como o conhecimento para abrir nossos olhos para a riqueza que nos cerca!

TRATAMENTOS CASEIROS COM CARURU

Para diarreia, disenteria ou hemorragia nos intestinos.
Modo de usar:
Infusão ou decocção para uso interno;
Duas colheres de sopa de folhas e flores secas em 1 litro de água fervente. Três xícaras de chá ao dia: 

Para lavagem de ferimentos, hemorragias, aftas, ulcerações bucais e irrigações vaginais.
Modo de usar:
Infusão ou decocção para uso externo;
Seis colheres de sopa de folhas e flores secas em um litro de água: gargarejos e bochechos para aftas e ulcerações bucais. Para irrigações vaginais, compressas.

OBS.: Algumas plantas também são chamadas de Caruru, mas não são da família das Amarantáceas. Antes de utilizar para finalidades terapêuticas é aconselhável buscar auxílio de fitoterapeuta.

Melão-de-São-Caetano

Muita gente que passar por terrenos baldios e matagais já deve ter visto essa plantinha que se alastra naturalmente, mas poucos sabem reconhecer sua importância e utilidades. O melão-de-são-caetano é uma planta do gênero botânico Momordica, pertencente à família Cucurbitaceae. É muito conhecido como "melãozinho".

De origem asiática, foi trazido da África pelos escravos. Esse cipó é muito comum em cercas e entulhos de terrenos abandonados. Seu fruto cor de ouro com espinhos moles na superfície se abre espontaneamente em 3 partes, quando maduro mostra suas sementes vermelhas comestíveis de grande beleza e paladar suave, muito apreciado pelas crianças.

A infusão dos frutos maduros é boa para curar hemorróidas. As folhas desta planta eram usadas pelas lavadeiras para clarear a roupa. Os escravos usavam o seu chá em banhos que facilitavam o parto e baixava febres.

No Brasil, os frutos são consumidos principalmente pela comunidade nipo-brasileira. São colhidos e vendidos verdes em feiras livres na cidade de São Paulo onde se concentram estas comunidades. Podem ser consumidos também em alguns restaurantes japoneses mais tradicionais.

São popularmente conhecidos entre eles como nigauri, nigagori ou goya, sendo esta última denominação utilizada pelos descendentes provindos da província de Okinawa, onde consome-se muito este fruto. Seu nome Melão-de-são-caetano se deve aos escravos que se estabeleceram na região das minas auríferas e plantaram ao redor de uma capelinha em Mariana. O padroeiro da capela era S. Caetano e os frutos parecidos com melão. Daí o nome Melão de São Caetano.


INDICAÇÃO: Chá de Melão de São Caetano é útil para tratamento de diabetes, diarreia, resolutiva, febrífugo, cólicas abdominais, colite, menstruações difíceis, problemas gástricos, resfriado e reumatismo.

USO EXTERNO: Eczemas, ferimentos, furúnculos, tumores e piolhos.

COMO FAZER: Coloque 2 colheres de sopa de erva para um litro de água, quando a água alcançar fervura, desligue. Tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos. Em seguida, é só coar e beber.

COMO BEBER: Tomar de 2 a 3 xícaras ao dia.

USO MÍSTICO: Regida por Marte. Em tradições afro-brasileiras, essa erva vibra na irradiação de Obaluaiê e também na irradiação de Xangô. Seu poder está ligado ao dinheiro e à proteção. Sua raiz pode substituir a raiz de Mandrágora, por isso o melão-de-são-caetano também é conhecido como mandrágora inglesa. A raiz colocada na entrada da casa protege seus moradores. Numa noite de lua crescente coloque um pedaço da raiz em cima do dinheiro que tiver na carteira. Deixe esta noite no sereno e retire-o antes que o Sol nasça. Coloque o dinheiro na carteira e use normalmente e guarde a raiz para repetir na próxima lua crescente. Faça todo mês e nunca ficará sem dinheiro.

OBS.: Antes de utilizar para finalidades terapêuticas, consulte um fitoterapeuta.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Evidências da inteligência das Plantas

Sabemos que as plantas são vitais para o equilíbrio dos ecossistemas e sem elas a Terra já teria se tornado um planeta bem menos confortável para a vida como a conhecemos.
Mesmo sabendo de sua importância o ser humano continua de diversas formas interferindo em grandes áreas verdes, seja com queimadas ou desmatamento, continuamos infringindo destruição as plantas que funcionam quase que como um ser vivo único de escala global.
Portanto foi divulgada uma lista com evidências de que as plantas são dotadas de uma inteligência fascinante e curiosa. Após o final dessa lista, com certeza você vai achar que o filme Fim dos Tempos agora faz até que um pouco mais de sentido.



1. As plantas se comunicam com insetos
Algumas plantas desenvolveram uma estratégia de sobrevivência que é o equivalente químico de enviar um pedido de socorro. Está estratégia consistem em, as plantas, quando entram em estado de alerta por estarem sendo atacadas produzem e liberam substâncias químicas no ar com o objetivo de atrair outros predadores. Um exemplo são as plantas de tabaco quando são atacadas por lagartas, elas liberam uma substância química no ar, que atrai insetos predadores destas mesmas lagartas que estão devorando suas folhas.

2. As plantas tem memória
Um grupo de cientistas descobriu através de diversas experiências que as plantas são capazes de armazenar informações baseadas em suas experiências com o meio ambiente. Os cientistas iluminaram as plantas com um tipo específico de luz com comprimento de onda diferenciado ao do ambiente por 1 hora e logo em seguida expuseram as plantas a um agente biológico nocivo para elas, como um vírus. 
As plantas conseguiram combater a ameaça produzindo substancias parecidas com anticorpos. Finalizada a ameaça, as plantas não mais produziram aquele tipo específico de substância, até que foram expostas uma segunda ao mesmo tipo de luz pela mesma duração. 
O processo de produção de seus “anticorpos” foi quase que instantâneo ao fim do tempo de 1 hora de exposição à luz. Isso mostra que as plantas se lembram dos cenários em que são “atacadas” e podem reagir mais rapidamente a essas situações de perigo, tomando como base suas experiências passadas.

3. As plantas criam redes de comunicação
Alguns tipos de plantas terrestres são ligadas por uma espécie de pequenos corredores que não ficam expostos, porém tem a importante função de passar informações de defesa entre os diversos ramos que crescem próximos uns aos outros. Morangos e trevos, por exemplo, quando atacados por insetos, enviam alertas por toda a rede, e isso faz com que as ramificações que ainda não foram atacadas, construam defesas aos invasores, que podem ser a produção de toxinas químicas que vão deixar suas folhas menos “apetitosas” aos insetos.

4. As plantas crescem de forma diferente em resposta a sons
A bióloga Monica Gagliano da Universidade de Western Australia descobriu que as raízes da planta do milho emitem um ruído parecido com cliques a uma freqüência de 220 Hz. Certos experimentos foram planejados e a bióloga e sua equipe decidiram plantar na água milho hidropônico. No mesmo tanque, eles colocaram um ponto emissor de som que também enviava ondas sonoras a frequencia de 220Hz. Conforme cresciam as raízes de inclinavam em direção a fonte de ruído continuo, alterando seu crescimento natural. Os cientistas ainda não sabem o real motivo por trás das plantas desenvolverem essa função de emitir e detectar sons mas esperam coletar mais dados de seus estudos e formular algumas teorias a cerca dessa diferente capacidade das plantas.


5. As plantas medem o tempo

Para saberem quando é o momento certo das plantas florescerem, elas registram, através de proteínas, a quantidade de luz a que estão expostas. Dessa forma, as plantas conseguem medir a passagem de tempo e sabem que quando recebem luz suficiente durante um ciclo de 24 horas as proteínas encarregadas por essa analise da luminosidade recebida, ativa o ciclo de florescimento.

6. As plantas distinguem acima e abaixo
Não importa onde elas estejam plantas irão sempre crescer suas raízes para baixo, onde a terra estiver. Alguns cientistas já estão realizando experimentos e o melhor chute até agora é que as plantas conseguem perceber a gravidade.

7. As plantas identificam se estão cercadas por outras da mesma espécie
Algumas plantas como Impatiens pallida destinam menos energia ao crescimento de suas raízes quando estão rodeadas de várias de suas espécies, pois conseguem facilmente trocar nutrientes com elas. Já quando estão em ambientes com outras plantas que não se relacionam geneticamente, elas aceleram o crescimento de suas raízes e também de suas folhas.


8. As plantas alertam mesmo em diferentes espécies

A planta do fumo consegue recebe sinais de plantas como a Artemisa tridentata. Cientistas descobriram que quando o fumo é plantado próximo desta planta, consegue evitar ser devorado por herbívoros com maior frequência, via um sinal da Artemisa, que faz com que o fumo fabrique químicos preventivos que fazem suas folhas menos atraentes para seus predadores.

9. As plantas usam camuflagem
Uma espécie de planta chamada Dormideira Mimosa pudica, quando se sente ameaçada, ao invés de usar químicos para repelir seus predadores, dobra suas folhas para que estas aparentem ser menores e menos suculentas. Herbívoros que buscam estas plantas como fonte alimentícia acabam por procurar outras plantas para servirem de banquete.

10. As plantas conseguem direcionar seu crescimento em busca de luz
Cientistas identificaram uma proteína que faz com que as plantas cresçam mais quando estão no escuro, em busca de fontes de luz. Esta proteína também faz com que as plantas sejam capazes de perceber a disposição da luz ao seu redor e conseguem por fim direcionar seu crescimento para poder encontrar o sol.

Fonte: io9.com

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